2018 – Jornal A Gazeta

2018

Conforme janeiro avança, a expectativa pelo início de mais uma temporada no futebol nacional toma conta das resenhas de torcedores no trabalho, nas reuniões entre amigos, no almoço de domingo, na pelada seguida de algumas cervejas… Entre o vai e vem do mercado, a pré-temporada e as inúmeras conjecturas nos programas esportivos, a certeza é de que será um ano corrido para os clubes brasileiros, afinal, o calendário inchado terá a doce companhia da Copa do Mundo.
No contexto nacional os grandes clubes correm para reforçar o elenco, haja vista os inúmeros confrontos pela Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão e Sul-Americana. Por outro lado, produzem as famosas barcas com atletas não muito eficientes e que engordam a folha salarial. Os estaduais? Para a galera da Série A estão perdendo importância a cada ano; trata-se de uma pré-temporada com transmissão ao vivo pela tevê.
Por aqui, o estadual ainda tem o seu valor e começa no dia 21 de janeiro. Atlético Acreano e Rio Branco despontam como favoritos ao título, mas o Plácido de Castro, último a levantar a taça antes da polarização*, corre por fora. O favoritismo dos três se deve pelo investimento feito para a disputa de competições nacionais, isto é, Copa do Brasil (Atlético Acreano e Rio Branco); Copa Verde (Atlético Acreano e Rio Branco); Campeonato Brasileiro da Série C (Atlético Acreano) e Série D (Rio Branco e Plácido).

Novela Rueda
Era certo o melodrama envolvendo o colombiano Rueda e o Flamengo. O desejo do treinador por comandar seleções não é novidade para ninguém. O problema é essa inércia dos gestores rubro-negros às vésperas do início da temporada. Foi assim no caso Guerrero e no trato com o elenco “arame liso” de 2017. Ficam esperando o estouro da boiada para tomar alguma decisão. Os mandatários substanciam as críticas de que só existe excelência no pagamento das dívidas e na obtenção de lucros econômicos, enquanto na administração do futebol o amadorismo é latente.

De volta às terras de Galvez
A euforia dos guiomarenses com o acesso da Adesg à primeira divisão do Campeonato Acreano foi suplantada pela realidade: a falta de apoio financeiro. O Morcego, infelizmente, é mais um a enfrentar a triste realidade do esporte no nosso estado e, por que não, no nosso país. O São Francisco herda a vaga deixada pelo time de Senador Guiomard.

Vamos com calma
Todo ano é a mesma coisa: uma enxurrada de críticas ao representante do Acre na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Querem que o time local se torne favorito do dia para noite. A sede pela crítica desenfreada beira a irracionalidade. Ora, nem mesmo clubes com divisões de base estruturadas conseguem tal feito. Vamos com calma, galera.

*Rio Branco e Atlético polarizam a disputa do título acreano nas últimas quatro temporadas: O Estrelão levantou o troféu em 2014 e 2015, enquanto o Galo Carijó conquistou a taça em 2016 e 2017. Teremos a “negra”?

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