Política Nacional 07/04/2017 – Jornal A Gazeta

Política Nacional 07/04/2017

“A falta de solução corresponde a um criador de novos problemas”

Cármen Lúcia, presidente do STF, sobre o drama dos menores em conflito com a lei

Votos que cassaram Jatene estão sob suspeita
Dos quatro votos que cassaram o governador Simão Jatene (PSDB), no Tribunal de Regional Eleitoral (TRE) do Pará, três são acusados de ligações aos interessados na sentença. O tucano derrotou, em 2014, a aliança PT-PMDB que juntou Lula, Dilma e o ministro Hélder Barbalho (Integração) no mesmo palanque. O juiz Alexandre Buchacra Araújo, por exemplo, que fez carreira no município de Capanema, filiado ao PT, até participou da campanha derrotada de Barbalho a governador.

Presente de Natal
Buchacra Araújo foi nomeado por Dilma para o TRE, a pedido do deputado Paulo Rocha (PT-PA), em 23 de dezembro de 2015.

Vozes da derrota
Outro voto contra Jatene foi de Luzimara Carvalho, advogada de Lira Maia, vice de Helder Barbalho na campanha derrotada de 2014.

Concunhado é parente
Concunhado do deputado Chicão (PMDB), principal aliado de Helder, Altemar Paes interrompeu as férias, no Rio, para votar contra Jatene.

Alegação frágil
Jatene foi cassado por pagar em ano eleitoral o Cheque-Moradia. A lei o considera “programa de Estado”, criado em 2003, e tem de ser pago.

Governo está seguro de que aprovará a reforma
A oposição pode ter celebrado prematuramente o “placar” de um jornal paulista com 256 votos contrários à reforma da Previdência. O projeto final só tomará forma após o relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), apresentar o texto final, dia 18. O presidente Michel Temer demonstra uma desconcertante tranquilidade em relação ao tema. Para ele, após as mudanças negociadas na Câmara, a reforma será aprovada.

A aposta de Eunício
O experiente presidente do Senado, Eunício Oliveira, não duvida: as reformas serão aprovadas: “A forma do Michel é o parlamento”, diz ele.

Meta ambiciosa
Para ser aprovada, a proposta precisa de 308 votos, mas a meta do Palácio do Planalto, fixada pelo presidente, é alcançar os 320.

Jogo não começou
Expert em prever votações no Congresso, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) desdenha de “placar”. Acha que o jogo não começou.

Em quem não votar
O movimento “Vem Pra Rua” escolheu Renan Calheiros – que Carlos Marun (PMDB-MS) chama de “atrapalhador geral da Republica” – para encabeçar a lista de políticos “Em Quem Não Votar em 2018”.

Nem lê jornal
Em discurso, o líder do PT, Carlos Zaratini (SP), acusou o governo de não reduzir a taxa Selic. Nem é mitomania, é desinformação: o Copom promoveu quatro cortes seguidos na taxa básica de juros.

Nova licitação
Relatório do Tribunal de Contas do Piauí obriga governo de Wellington Dias (PT) a refazer licitação de concessão do serviço de água e esgoto de Teresina, em razão de irregularidades e suspeitas de favorecimento.

Espelho meu
Os leitores souberam primeiro aqui que o presidente Michel Temer concordou, na reforma em debate, com aposentadorias diferenciadas para professores, policiais e trabalhadores rurais. Ainda há resistência.

Encarando as redes
Priorizando as redes sociais, que é onde o pau come, o governo já prepara nova rodada da campanha de esclarecimento sobre a Reforma da Previdência, onde o projeto chega quase ao nível do linchamento.

Caso policial ou político?
No caso em que o senador Lasier Maia (PSD-RS) é acusado de agredir a ex-mulher, a Polícia Civil do DF investiga se de fato a suposta vítima, tornou a denúncia pública por meio de um repórter que é filho do suplente e inimigo político do senador, o Professor Nado (PDT).

Foi acidente ou não?
Quase três meses depois da morte do pai, Francisco Zavascki duvida ainda se a queda do avião que matou o ministro Teori foi acidente. “Está em aberto”, disse ele à TV Brasil para o programa “Conversa com Roseann Kennedy”, que vai ao ar na segunda-feira (10), às 21h30.

Petista privatista
Oposição acusa governador mineiro Fernando Pimentel (PT) de querer um cheque em branco da Assembleia Legislativa para vender imóveis. Ele quer privatizar 4 mil propriedades, incluindo a cidade administrativa.

Pensando bem…
… a mudança do governo na reforma da Previdência foi uma estratégia militar de recuar em uma batalha para vencer a guerra.

PODER SEM PUDOR
Pagando o pato
Conhecido por “senador”, pelos elegantes ternos pretos ou brancos, e ás no baralho, o assessor Alcides Ferreira obteve um “papagaio” com o aval do então presidente da Assembleia catarinense, Paulo Bornhausen, para pagar dívida de jogo. Dono do banco, Paulo cobrou no vencimento. Ele estranhou:
– Paulo, você acha que avalista é brincadeira? Avalista é para pagar!
O banqueiro nem piscou. Pagou a dívida. E Ferreira continuou jogando.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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