Aonde vamos?

Postado em 18/03/2017 14:21:57 TIAGO MARTINELLO

“Caminhando e cantando// e seguindo a canção…” Você já conhece bem essa letra, leitor. Mas quando chega à parte do “Vem, vamos embora”, só o que nos resta é a pergunta: pra onde?

As manifestações desta semana de milhões de trabalhadores de todo o Brasil contra a reforma na Previdência foi mais um sinal claro de que estamos perdidos. O povo não quer essa reforma. Isso está claro. Mas os governantes a querem. Logo, é provável, quase certo, que ela aconteça.

Chegamos ao ponto em que tudo aconteceu rápido demais no país, com fatos pouco refletidos e dotados de consequências pesadas para todos, mas que nem todos concordaram com elas.

Não sabemos bem onde estamos. O Brasil era de um jeito, e de repente ficou de outro. E o pior é que os meios pra se chegar até onde estamos foram confusos. Entender como o Brasil deixou de ser ‘vermelho PT’ e passou a ser ‘azul PMDB’ se tornou uma missão dura de explicar para analistas políticos e para historiadores, quem dirá, então, para o cidadão comum!

E se o passado recente e o presente são tão difíceis de explicar, imagina o futuro.

Vamos imaginar uma situação hipotética de intervenção. No caso da instalação de um tipo de caos administrativo em algum estado, a União assumiria o controle desta unidade federativa para evitar uma ‘baderna’ maior para com a administração pública. Sairia de cena à figura do governador, cujas ações teriam comprometido a capacidade econômica e de gestão do Estado, e entraria a do interventor federal, até que a ordem fosse restabelecida no local.

Mas aí eu pergunto: e quando o caos é na União, o que fazer?

É lógico que o Brasil ‘ainda’ não perdeu totalmente seu rumo financeiro. O Governo Federal ainda consegue quitar dívidas, sustentar aos trancos e barrancos uma economia nacional, pagar salários e demais benefícios trabalhistas de servidores federais, além de fazer ações mínimas de fomento a políticas públicas e para cumprir o básico das suas atribuições constitucionais. É bem longe de ser o modelo ideal de economia, mas ainda existe uma respirando por aparelho, na UTI, em nosso país. Mas e quanto aos rumos políticos? Esse se perdeu faz tempo.

Esperar realmente não é fazer. Precisamos fazer as coisas acontecerem. Mas, antes disso, o Brasil precisa saber o que quer. Precisa saber onde está exatamente e para aonde quer seguir. Caso contrário, nossa bela canção, a mesma que serviu como tema para resistir a um período difícil como o da ditadura, será apenas um lírico de versos lindos, mas com palavras vazias dirigidas a um povo gigante e que quer lutar, mas continua tomando ‘porrada’ sobre ‘porrada’ para se manter adormecido.

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