Após morte de colega, mototaxistas realizam manifestação em Rio Branco – Jornal A Gazeta

Após morte de colega, mototaxistas realizam manifestação em Rio Branco


A manhã desta quarta-feira, 11, foi marcada pela manifestação de um grupo de mototaxistas que fechou a Avenida Antônio da Rocha Viana, no Bosque, para protestar pela demora na liberação do corpo de Rogério Araújo Castro. Ele que, após aceitar uma corrida na noite desta terça-feira, 10, foi assassinado no bairro Ayrton Sena, em Rio Branco.

De acordo com a polícia, a vítima tinha uma perfuração no tórax e teve o pescoço quase degolado. Para o coordenador da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rêmulo Diniz, o passageiro é o principal suspeito do crime.

“Não podemos descartar nenhuma possibilidade e evidência. O principal suspeito, com certeza, será o passageiro, até porque não procurou as autoridades até o presente momento e bem como a dinâmica dos ferimentos. O corte inicial no pescoço foi feito por trás, então, vão ser consideradas todas as dinâmicas e vamos observar testemunhas e imagens que possam ser captadas ali da região”, comentou o coordenador.

Pouco tempo depois, os trabalhadores se direcionaram para a frente do prédio da Delegacia de Investigações Criminais (DIC), localizada no bairro Cadeia Velha. De acordo com o presidente do Sindicado dos Mototaxistas do Acre, Luiz Araújo, os profissionais buscam um posicionamento sobre o caso do colega.

“Nós viemos atrás de saber o que aconteceu, de um posicionamento das autoridades sobre a morte do colega pra gente dar uma satisfação à categoria e à família da vítima. Rogério era um homem exemplar, que não fazia mal a ninguém. Acreditamos que tenha acontecido uma tentativa de assalto”, disse o presidente.

Luiz Araújo destaca que, em 17 anos, aproximadamente 15 mototaxistas foram assassinados. “A categoria clama por segurança”, finalizou.

Delegado conclui que morte foi um crime de latrocínio

O delegado Rêmulo Diniz confirmou que as investigações apontam que a morte do mototaxista, Rogério Araújo de Castro, foi resultado de um latrocínio.

A princípio, não se tinha a informação de que a vítima guardava o dinheiro das corridas em um bolso existente no colete da cooperativa, o que levou o delegado inicialmente a pensar que se tratava de um homicídio, já que todos os seus bens, inclusive a carteira, foram encontrados no local do crime. Após essa informação, foi constatado que o dinheiro do bolso havia sido subtraído, o que já caracteriza um crime de latrocínio.

“O trabalhador havia sido chamado pelo autor nas dependências do bairro Sobral para fazer a corrida até o Ayrton Sena. Chegando lá, o garupa, em posse de uma faca, efetuou o primeiro golpe que praticamente decepou sua cabeça. Depois, após a morte e a subtração do dinheiro, ele deu um último golpe no peito e fugiu em direção à ponte, onde ele jogou fora o capacete. Nós ainda não temos sua identificação, mas já estamos fazendo diligências para apurar e chegar até o suspeito”, detalhou o delegado.

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