Articulistas de A GAZETA falam da contribuição de conteúdo para o jornal – Jornal A Gazeta

Articulistas de A GAZETA falam da contribuição de conteúdo para o jornal

Francisco Assis, Luísa Lessa e Cláudio Porfiro. (Fotos: Cedidas)
Francisco Assis, Luísa Lessa e Cláudio Porfiro. (Fotos: Cedidas)

O articulista é a pessoa que escreve artigos para jornais ou revistas. Segundo o professor Fábio Blanco, o papel do articulista é lançar ideias, levando conhecimento para o público para que sejam pensadas, debatidas e até contraditas. “O articulista é, antes de tudo, um provocador”, diz. Ao longo de 30 anos, o jornal A GAZETA, colecionou grandes articulistas que contribuíram e contribuem com o conteúdo do impresso.

A presidente da Academia Acreana de Letras, Luisa Lessa Karlberg, é articulista neste impresso há 25 anos. Ela conta que foi uma casualidade começar a escrever artigos para o jornal. “Estava chegando do Doutorado, no Rio de Janeiro, e lá circulava o Jornal do Brasil, que tinha uma coluna tratando de questões do idioma português. Recebi o convite do Chiquinho Araújo, então Editor da GAZETA, para fazer algo similar. Aí criei a Letras & Letras, que foi bem aceita pela população”.

Karlberg diz que quando não escreve para o jornal algumas pessoas que a encontram na rua reclamam. “Dizem que muito aprendem comigo. Isso me alegra. Faço essa tarefa com prazer. O idioma pátrio é minha grande paixão”, completou a articulista.

Há 25 anos escrevendo para o jornal, Luísa Lessa guarda momentos marcantes e inesquecíveis, mas um caso em especial ficou guardado na memória e no coração. “O mais surpreendente foi quando estive a última vez em Sena Madureira e estava a almoçar num restaurante. Ali adentrou um jovem, de tez pálida de emoção, ao ver-me. Trazia uma pasta consigo e dentro dela vários artigos meus. Pediu autógrafo e saiu chorando de emoção. Eu também chorei ao ver aquele estudante desejoso de dominar as regras de bem falar o português”, recordou.

Segundo a Karlberg, os articulistas são responsáveis pela grandeza e qualidade do jornal. “Se escrevermos bobagens o povo perde a credibilidade no jornal. Se escrevermos com compromisso e responsabilidade, passaremos isso aos leitores, por meio dos nossos textos. Nós somos a inteligência dos jornais. Nós os fazemos de boa ou má qualidade”, afirmou.

Por fim, a presidente da AAL fala da vantagem do jornal impresso. Para ela, o impresso proporciona uma sensação de enceramento. Ela acrescenta ainda que, mesmo com a tecnologia dos dias de hoje, o impresso nunca perderá seu posto. “Um jornal tem início e fim, uma primeira página e um passado. Quem quer anunciar um produto ou um serviço sabe que a sua marca estará eternizada no papel, que viaja por cidades, pessoas, lugares diferentes e no tempo. Uma única edição de jornal impresso pode ser lida por várias pessoas”, concluiu.

Outro articulista colaborador, o professor Cláudio  Porfiro  deixou em sua página de Facebook uma declaração sobre os 30 anos do jornal: “Sou um pouco parte desse time. Todas na GAZETA sempre me acolhem com muito carinho. Melhor de tudo é que eles toleram os textos que eu cometo aos domingos… Fico grato por tudo!”

“É uma história de entranhados afetos. Fidelidade recíproca”, disse articulista
Há 12 anos, ‘escrevinhando’ por aqui, como ele costuma dizer, o professor Francisco Assis é responsável pelos artigos que são publicados aos sábados. Ele diz que sua história em A GAZETA é de entranhados afetos, uma fidelidade recíproca. “De um lado, o Silvio sempre me prestigiou como articulista. Por outro lado, fui fiel a este compromisso semanal. Sem presunção, não andei por aí, ao longo desses 12 anos, espalhando os meus ‘artiguetes’ nos diários locais. Mesmo com alguns convites, permaneci firme nesta A GAZETA. Quer queiram, ou não, faço parte desses 30 anos de lida da família Martinello”, contou.

Quando questionado sobre momentos marcantes logo o professor lembra que em 2003, no governo do presidente Lula, um artigo intitulado ‘Fome Zero no Acre’ teve repercussão no Planalto. “Evidente que, em outras ocasiões, fui xingado por alguns, e até convidado a prestar esclarecimentos junto à Polícia Federal, por conta dum artigo sob título ‘O retrato da Violência’. Mas, tudo ficou para trás”.

O professor considera um “bel-prazer” a relação com o jornal A GAZETA, e deixa as seguintes palavras: “Gostaria de saber expressar a atração que exerce sobre mim as páginas efêmeras dos jornais da minha cidade; fascínio e expectativa de participar, porquanto sou constrangido por vontade interior, se das entranhas, não sei; da alma, talvez! Expectativa com cheiro de êxtase e que se renova a cada semana. Entendo, em parte, que este sentimento é comum a todos demais que colaboram com este matutino. Claro que estou falando do jornal impresso (rsrs)”.

Além dos professores Cláudio Mota Porfiro, Francisco Assis e Luísa Lessa Karlberg, A GAZETA também parabeniza, em face da sua celebração de 30 anos, aos demais colaboradores fixos que prestam artigos regularmente ao jornal: Evandro Ferreira; Foster Brown; Marcus Vínicius; Naganuma e Claudia Correia. E também ao presidente do Sinjac, o jornalista Victor Augusto, e ao publicitário Gilberto Braga, pelos textos opinitativos de ambos às quartas e quintas-feiras.

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