Campanha Setembro Amarelo Em defesa da vida – contra o suicídio – Jornal A Gazeta

Campanha Setembro Amarelo Em defesa da vida – contra o suicídio

Olá, tudo bem?

Como vai você?

Você sabe o que é Setembro Amarelo?
É uma campanha de conscientização e prevenção ao suicídio. Tem o objetivo de reverter o crescimento das mortes por suicídio no Brasil. A campanha surgiu no ano de 2014, mês dedicado à prevenção ao suicídio. “Abre discussão sobre o tema como um problema de saúde pública, e foi iniciada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), com apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)”.
Atualmente, o suicídio no Brasil já faz mais vítimas que a AIDS, inclusive, tem matado mais do que vários tipos de câncer e, mesmo diante desta realidade, muitas são as pessoas que não querem discutir o assunto e têm medo também de encarar os transtornos mentais que, muitas vezes, levam à morte.
O preconceito e a dificuldade em falar sobre suicídio ainda são entraves para a prevenção.
Existem alguns catalisadores que precisam ser encarados e combatidos, como por exemplo: a vergonha, a falta de conhecimento sobre o assunto e de interesse tanto da vítima, quanto dos familiares e amigos. Desmistificar esse tabu, é uma das metas complexas da Campanha Setembro Amarelo de prevenção ao suicídio.
Mas o que é suicídio?
Segundo pesquisa feita: “É a trágica e intempestiva perda de vida humana. Pessoas que cometem suicídio sentem uma culpa muito profunda e encontram na morte uma forma de se punir. O suicídio é uma forma inconsciente de autopunição… Essas interpretações ficam registradas no inconsciente da pessoa, e podem se manifestar em qualquer momento da vida, especialmente após sofrer algum trauma.”
Nas estatísticas oficiais, alguns casos de suicídio são deliberadamente mascarados. Por exemplo: suicídios de crianças geralmente são tidos como morte acidental, ou acidentes de carro muitas vezes causados por jovens que dirigem embriagados e em grande velocidade. Como terapeuta que tem acompanhado adolescentes, adultos, casais e famílias, posso afirmar que esses são, sim, comportamentos suicidas. Caso fosse investigada a vida tanto dessas crianças, quanto dos jovens semanas ou até mesmo meses antes da morte, teria como identificar alguns sinais de que algo realmente não estava bem.
Alguns pais e ou responsáveis ao verem seus filhos tristes, isolados, agressivos, se afastando de tudo e de todos, com discursos de ódio ou profunda dor, mudanças de humor, apenas para mencionar alguns comportamentos, e por não acreditar que seu filho ou sua filha possam estar enfrentando algum problema emocional, afinal, tudo acontece com os filhos dos outros, menos com os nossos, costumam defender aquele comportamento como ‘fase’ que vai passar. Pois é, pode ser uma fase, mas pode também não ser. A melhor coisa a se fazer é sentar, dialogar, não fazer julgamentos, permitir que ele fale. Algumas vezes, eles se recusam a falar e, em seguida, buscar ajuda para evitar assim um mal maior, ou até mesmo irreparável.
Você sabe o que são comportamentos suicidas? Convido você a conhecer.
Primeiro: nós chamamos de Ideação Suicida, que são os pensamentos, crenças, imagens, vozes ou qualquer cognição mencionada pelo indivíduo que se refere a acabar com a própria vida.
Segundo: o planejamento. Este acontece no momento em que o indivíduo mobilizado com a Ideação Suicida decide planejar detalhes para realizar o ato, como por exemplo: método, local, horário, bilhetes.
Terceiro: a tentativa de suicídio. Estes são comportamentos auto-agressivos não fatais que podem deixar sequelas graves ou não.
E quarto: o suicídio, a concretização resultando na morte.
Observe alguns fatos associados ao suicídio: transtornos psiquiátricos, como a depressão, o transtorno bipolar, a esquizofrenia, o abuso e dependência de álcool e outras substâncias.
O suicídio é um fenômeno muito complexo, tem aspectos biológicos, emocionais, socioculturais, filosóficos e até religiosos que, ‘embaralhados’, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo.
A conceituação cognitiva de pacientes suicidas propõe que, em momentos de estresse, os pensamentos se tornam mais rígidos e distorcidos, e as crenças sobre si, sobre o mundo e sobre o futuro se tornam inflexíveis.
Quanto ao tratamento, é necessário o acompanhamento psiquiátrico, psicológico, assim como também a assistência social. Segundo a Terapia Cognitivo Comportamental, um dos seus princípios é ensinar o paciente a se tornar seu próprio terapeuta, ou seja, é preciso fazê-lo entender seus pensamentos, emoções e comportamentos. Esta é a compreensão do modelo cognitivo.
Diante deste grande desafio, convido você leitor e toda a sua família, para estarmos juntos no dia 15 de setembro de 2017, às 15 horas, ao lado do colégio Aplicação, local de nossa concentração, para caminharmos em defesa da vida e contra o suicídio. Vamos mostrar a todos que o conhecimento pode salvar vidas. Junte-se a nós! Venha de amarelo, venha cheio de vida!
Um grande abraço!

Fica com Deus!

 

*Claudia Correia é terapeuta de adolescentes, adultos, casais e famílias. Escritora e palestrantes.
Contato: (68) 98114-1719
E-mail: claudiacorreiamt@hotmail.com

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