Cidades do Entorno II – Jornal A Gazeta

Cidades do Entorno II

Hoje é dia 24/10/2015 é o Dia: Mundial do Desenvolvimento, Aniversário da Cidade de Goiânia/GO, Aniversário da Cidade de Manaus/AM, das Nações Unidas ou o Dia da ONU, Mundial de Combate à Poliomielite, Internacional das Missões, de Santo António Maria Claret.

Dando continuidade ao assunto da matéria da semana passada, as cidades que cresceram ou nasceram no entorno dos grandes centros são cidades dormitórios. População constituída, na sua grande maioria, por pessoas e famílias que trabalham na cidade sede de governo ou onde se instalaram grandes indústrias gerando emprego e renda.

No caso específico do Distrito Federal – Brasília, o crescimento foi acima do normal nos últimos dez anos em detrimento do aumento da população com consequente aumento da demanda por profissionais do setor público, haja vista a corrida por concursos para suprir as necessidades geradas nesse setor. Embora os concursos sejam para atender a demanda dos setores do Brasil todo, o maior contingente ainda está concentrado no DF.

Os concursos têm um ritual normal que, a partir da aprovação até a posse, pode demorar meses ou anos quando não acontece de ser anulado. Então, surgiram as empresas prestadoras de serviços para preencher a essa lacuna deixada pela demora da efetivação dos aprovados nos concursos. Isso significa que a quantidade de trabalhadores aumenta da mesma maneira somente com a diferença de que não são concursados e sim contratados por prestadoras de serviços.

Pois bem. Isso no cenário populacional demográfico não muda em nada. A quantidade de trabalhadores aumenta do mesmo jeito. Trabalhadores de todo o País chegam todos os dias à capital do Brasil sejam por livre e espontânea vontade, aventureiros ou chamados por parentes em busca de novas oportunidades. Com isso as cidades do entorno crescem em ritmo acelerado sem nenhuma infraestrutura e nem planejamento.

Os administradores mais evoluídos e conscientes, tratam de oferecer espaço para instalação de depósitos das grandes distribuidoras, incentivos para construção de pequenos shopping centers, redes de fast food, pequenas indústrias, cencessionárias de automóveis, caminhões de tratores e implementos agrícolas uma vez que o setor agrícola está em desenvolvimento acelerado em função do crescimento populacional. É o caso da cidade de Valparaíso de Goiás às margens da BR 040 saindo do DF sentido sul (São Paulo). As cidades limítrofes de Valparaíso que são, Novo Gama, Cidade Ocidental, Luziânia, são cidades dormitórios que não oferece nenhuma opção de trabalho para a população local, isto é, são compostos por pessoas que viajam todos os dias para o DF para trabalhar. Daí a preocupação do governo de Brasília em estender o BRT, que hoje transita no centro da BR 040, até Luziânia que tem o maior contingente de trabalhadores que viajam para o DF todos os dias.

Embora Valparaíso de Goiás seja a cidade que faz limite com o espaço do DF e consequentemente o mais próximo do plano piloto de Brasília e seja a cidade com maior densidade populacional (150.000 habitantes), o número de pessoas que se deslocam para trabalhar em Brasília é menor justamente pela iniciativa do poder público em atrair investidores para o município seja em incentivos fiscais, seja em doação de espaços para a instalação de suas unidades fabris, gerando com isso, emprego e renda fazendo com que a população profissionalmente ativa não se desloque para buscar o seu sustento.

As outras cidades são pobres, infraestrutura péssima, transporte coletivo péssimo onde impera a informalidade em carros de passeio com tarifas absurdas que a população pobre acaba se sujeitando por pura falta de opção e planejamento adequado em conjunto com os municípios vizinhos, DF, Ministério dos Transportes, ANTT.

Estamos nos meses da seca. Muito calor com temperatura acima dos trinta graus. Um excelente clima para recapeamento asfáltico, reparos das irregularidades, dos buracos ocasionados pela chuva passada e não vemos nenhuma ação por parte das prefeituras locais. Talvez vejamos alguma atitude próxima às eleições para prefeito no ano que vem, mas aí estaremos em plena época chuvosa nessa região e assim a má administração vai se arrastando não fazendo absolutamente nada para aliviar o sofrimento desse povo que se aglomerou no entorno da grande capital em busca de uma vida melhor com mais conforto e prazer.

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