Coluna Política Local – 06.01.2017 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 06.01.2017

Quase candidata
Corre nos bastidores a notícia de que a vereadora Elzinha Mendonça (PDT) disputará uma das vagas na Assembleia Legislativa nas eleições deste ano. É uma candidata de peso, tendo em vista já possuir um mandato no parlamento municipal.

Pesa contra
Uma das coisas que pesa contra Elzinha é ter que encarar Luiz Tchê e Heitor Junior, ambos do PDT, na mesma disputa.

É forte
Tchê possui uma forte densidade eleitoral. Muito embora não esteja com mandato, ao longo dos últimos anos não deixou de trabalhar seu nome. Chegou em 2018 preparadíssimo para a disputa. É uma das apostas de vitória neste ano.

Bom mandato
E quanto ao deputado Heitor Junior, o bom trabalho desenvolvido durante o mandato tem lhe rendido uma base solidificada e com chances enormes de reeleição. Em todo caso, não será uma disputa fácil para nenhum dos candidatos.

Em construção
Ainda sobre Elzinha, sua candidatura é algo em construção. Faz certo em conversar com sua base eleitoral. Confesso que seria bom ver mais uma mulher no parlamento estadual.

Fortes candidatas
E por falar em mulheres no parlamento, a tendência é que a bancada feminina aumente para a próxima legislatura na Aleac. Antonia Sales (PMDB), Charlene Lima (PTB) e Meiri Serafim (PMDB) são fortes candidatas.

Elas voltam
Sem falar nas deputadas Maria Antonia (PROS), Juliana Rodrigues (PRB), Eliane Sinhasique (PMDB) e Leila Galvão (PT), que certamente voltarão ao parlamento.

Com raiva
Os dirigentes dos demais partidos nanicos continuam furiosos com a hipótese do presidente do PDT, Luiz Tchê, sair com chapa própria para deputado federal. O que acontece é que essa ideia de Tchê, segundo os dirigentes, prejudica a formação original da chapinha.

Querem dois deputados
A chapa PTB-PPS-SOLIDARIEDADE trabalha com a hipótese de eleger dois deputados estaduais. A entrada do Dr. Jeferson, o “Pururuca”, na disputa só reforçou a ideia.

Continua ou não?
Respeito a convicção do deputado federal Major Rocha (PSDB) de ser contra a Reforma da Previdência. Mas se for destituído da presidência do partido não pode alegar perseguição tendo em vista que o PSDB fechou questão a favor.

Olho aberto
E por falar no PSDB, chega a informação a esta Coluna de que um pequeno grupo na oposição ainda estaria tentando boicotar a indicação de Eduardo Veloso como vice de Gladson Cameli na disputa ao governo do Estado.

Não aceita
Quanto ao assunto apenas duas coisas a dizer. Primeiro: pouco provável que Veloso não seja o indicado. Foi o nome que mais agradou a Cameli até o momento. Segundo: em hipótese alguma os tucanos admitiriam um boicote. Rocha já avisou que haverá boicote.

No jogo
Deputado Eber Machado (PSDC), vereador Manuel Marcus (PRB), Henrique Afonso (PV) e deputado Jesus Sérgio (PDT) aparecem como os nomes mais fortes na chapa de federal dos partidos nanicos. Com a soma dos demais nomes podem sim fazer um deputado federal.

Na ativa
O vereador Roberto Duarte (PMDB) foi quem mais fez o enfrentamento contra a prefeitura na Câmara de Rio Branco. Corre nos bastidores que voltará ainda afiado após o recesso parlamentar.

É favorável
O deputado federal Raimundo Angelim (PT) disse ser favorável ao fim do foro privilegiado. Ele argumenta que o que era para ser um dispositivo eventualmente usado em situações muito específicas, acabou virando uma “verdadeira farra”.

Ele disse I
“Ocorre que, na verdade, este dispositivo tem servido também para proteger uma minoria, alguns que nem deveriam estar ocupando estes cargos e se servem desta prerrogativa para obter a morosidade de seus julgamentos e, até mesmo, a impunidade”.

Ele disse II
Ele pontua ainda que 80% dos que possuem foro privilegiado pertencem ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. “Justamente aqueles cargos que nunca passaram, nem passarão, por qualquer crivo do eleitor”, disse.

Aplicação do foro
Para Angelim, o foro privilegiado deve ser aplicado apenas às acusações por crimes cometidos no cargo e que digam respeito estritamente ao desempenho daquele cargo ao qual a Constituição assegura este foro especial.

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