Coluna Política Local – 25.01.2018 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 25.01.2018

Repercussão continua
O tempo continua nebuloso dentro da oposição. As declarações de Marcio Bittar ainda não foram digeridas pelo bloco e o clima de revolta é intenso. A cabeça do medebista já foi pedida em uma bandeja e se os comentários nos bastidores estiverem certos, dessa vez Bittar não se livrará com tanta facilidade.

Sem compaixão
É fato que a presença de Bittar na chapa majoritária se tornou insustentável. Mas, em que pese a importância do apoio do MDB na candidatura de Cameli ao governo, tenho dúvidas se realmente o Bittar será ‘castigado’.

E agora, Gladson?
A situação é delicada para o progressista, tendo em vista que também corre o risco de perder o apoio dos partidos Solidariedade, PTB e PPS, caso bata de frente com Márcio. As três siglas são comandadas pelo ex-deputado. Vai ser difícil colocar ordem na casa.

Situação difícil
Circula nos bastidores que muitas lideranças já retiraram o apoio à pré-candidatura do medebista ao Senado. No PP, PSDB e PSD, pelo menos por hora, seu nome entrou na lista de personas non gratas. Se com muitos apoios já estavam difícil ganhar a eleição, avalie agora que perdeu seus principais apoiadores.

Fora da jogada
O presidente do PSDB, Major Rocha, já declarou que não existe a mínima possibilidade de a sigla fazer dobradinha entre Mara Rocha (PSDB) e Marcio Bittar (MDB) na hora de pedir votos. O mesmo se aplica ao PSD. Depois de ser acusado de fazer Caixa 2 em sua campanha, Petecão não quer nem ouvir falar no nome de Bittar.

Mantendo o apoio
Levando em consideração o que circula nos bastidores da política acreana, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales (MDB), manterá o apoio à pré-candidatura de Marcio Bittar. Para ele, a oposição deve atentar apenas em fortalecer a união do grupo. Picuinhas devem ser deixadas de lado.

Fora!
Se depender do ex-deputado Luiz Calixto (PSD), a saída mais descente que o MDB do Acre pode tomar, após o vazamento de áudio, é exigir que Bittar retire a pré-candidatura dele ao Senado. Devido ao estrago que causou dentro do bloco, Calixto diz que o colega não merece ser candidato a senador pela oposição.

Não disse nada
Enganou-se quem pensou que o medebista fosse se pronunciar sobre o assunto. Bittar se mantém em silêncio tumular. O máximo que fez foi postar um vídeo em sua página no Facebook comentando sobre o julgamento do ex-presidente Lula em 2ª instância.

Apurando os fatos
E se a oposição achava que o assunto seria tratado internamente, cometeu grande erro. O presidente regional do PT, deputado Daniel Zen (PT), já anunciou que vai apresentar representação junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitando a apuração das afirmações feitas por Bittar.

Ele disse
“Há algo de muito grave nas declarações do ex-deputado federal Marcio Bittar, constante em arquivo de áudio que circula em grupos de redes sociais (…) Falo sobre as revelações sobre a suposta prática de crime eleitoral, com uso de recursos não contabilizados, constituindo financiamento ilícito de campanha. Mencionou o suposto uso de R$ 1 milhão, não declarado, na campanha de uns, falou de R$ 30 milhões para a campanha de outros…”, disse Daniel Zen.

Ser ouvido
Zen quer que o MPE interpele Bittar para que este venha a prestar esclarecimentos sobre suas declarações para que, ao final, o Poder Judiciário possa se pronunciar sobre a questão.

Quem gravou?
Ainda sobre as declarações de Marcio Bittar, a pergunta que não quer calar: quem gravou o áudio? De acordo com a tese do tucano Major Rocha, o ex-deputado Jamyl Asfury é o autor da gravação, o que já foi prontamente negado pelo ex-parlamentar.

Na defesa de Lula
Enquanto o TRF-4, em Porto Alegre/RS, julgava o recurso da defesa do ex-presidente Lula no caso triplex, militantes do PT por todo o país se manifestaram em favor do petista-mor. No Acre, muitos militantes se reuniram na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco.

Decisão
E por falar em Lula, por unanimidade, a 8ª Turma do TRF-4 votou pela manutenção da condenação e ampliação da pena de prisão do petista. Os desembargadores, decidiram ampliar a pena para 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado. O cumprimento da pena se inicia após o esgotamento de recursos que sejam possíveis no âmbito do próprio TRF-4.

Perseguição
Ao se pronunciar sobre o julgamento de Lula, o presidente do partido no Acre, Daniel Zen, disse que o julgamento é muito mais político do que jurídico e, por isso, trata-se de uma perseguição com a utilização do aparato judicial.

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