Coluna Política Local – 29/11/2017 – Jornal A Gazeta

Coluna Política Local – 29/11/2017

“Minha contribuição como cidadão será através da medicina. Após o término de meu mandato estarei voltando a trabalhar na área”

(Tião Viana, do PT, ao pontuar sobre seu futuro após o término de seu mandato como governador do Estado)

Oficial

O secretário Emylson Farias finalmente foi anunciado como vice na chapa de Marcus Alexandre (PT) ao governo do Estado pela FPA. Na ocasião foi anunciado também os pré-candidatos ao Senado e primeira suplência.

Sim ou não?

O principal questionamento levantado pelos jornalistas que cobriam o evento é se a presença de Emylson não teria um efeito negativo na candidatura de Marcus Alexandre. Muita gente acredita que o fato de estar à frente da Secretaria de Segurança soa em desfavor, tendo em vista a crescente onda de criminalidade no Acre.

Vem somar

O fato é que se realmente tivesse esse apelo negativo, Emylson não teria sido o escolhido. O próprio Marcus Alexandre frisou que o pedetista vem para somar. De fato, só saberemos a resposta durante o processo eleitoral.

Com certeza

Levando em consideração os discursos de ontem, a única certeza que se tem é que Segurança Pública será o principal tema abordado tanto pela situação quanto oposição.

Confirmadíssimo

A vice-governadora Nazareth Araújo e a chefe da Casa Civil, Márcia Regina, foram confirmadas como suplentes na candidatura de Jorge Viana e Ney Amorim, respectivamente. Até aí nenhuma novidade.

Boa escolha

Mais que acertada a escolha dos pré-candidatos ao Senado pela FPA. Tanto Nazareth quanto Márcia possuem a qualidade e competência necessárias para assumir o desafio.

Arrogante? Não, não

Para muitos, soou como arrogância a afirmação do senador Gladson Cameli (PP) que ganhará a disputa ao governo do Acre na eleição de 2018 ainda no primeiro turno. Não vejo dessa forma. Acredito que sua fala teve mais a intenção de alfinetar a situação. E se realmente acredita que pode vencer no primeiro turno, está no direito de externar.

É candidato

O ex-deputado Chicão Brígido confirmou que será candidato à Câmara Federal pelo PDT. E disse mais: encara o desafio independente de chapão ou chapinha. Conhece o caminho das pedras. “A questão é trabalhar a candidatura”.

Tem razão

Voto para deputado federal é menos amarrado do que para estadual, portanto, o raciocínio de Chicão é bastante lógico. Mas não se pode confiar somente nisso.

Emburrado?

Enganou-se quem pensou que Edvaldo Magalhães não compareceria ao anúncio do vice da Marcus Alexandre. Ele foi, embora estivesse com cara de poucos amigos.

Tentaram

O PCdoB bem que tentou emplacar Moisés Diniz para assumir a vaga, mas não conseguiu a adesão necessária dentro da FPA. “Página virada”, como bem disse ele.

Ele disse

“Isso é da luta política. Isso é página virada. Nós temos um projeto para 2018 e vamos nos concentrar nele”, afirmou.

Poucas adesões

Embora o presidente do DEM, Tião Bocalom, tenha declarado apoio à pré-candidatura do Coronel Ulysses, sua decisão ainda não foi bem aceita entre alguns grupos dentro da sigla. Não são poucos os democratas que afirmam que Bocalom se precipitou. E já tem gente dizendo que, se ele não voltar atrás, a tendência é deixar o partido.

Trazendo discórdia

O fato é que a candidatura de Ulysses tem sido vista dentro da oposição de forma negativa. “Ao invés de unir, está separando”. Assim que tem sido descrita.

Vai implodir

Muita gente apostando que a chapinha do PDT para a Câmara Federal irá implodir antes do final do não. Nos bastidores, o que se comenta é que o PDT já está de malas prontas para deixar “os companheiros”. E para não sair queimado, o partido abraçará a tese de que é mias viável sair com uma chapa própria. Apenas conjecturas.

Não é viável

O deputado federal Alan Rick (DEM) deve analisar bem antes de aceitar a proposta do PMDB para ingressar na sigla. Primeiro, mal chegou no DEM e já vai sair. Isso pode ser visto como instabilidade política. Segundo, pegará duas muralhas em seu processo de reeleição: Jéssica Sales e Flaviano Mello. As chances de sair derrotado são enormes. Mais viável permanecer onde está.

É ele

Embora não se comente abertamente, anda bastante avançado o debate em torno do vice na chapa de Gladson Cameli (PP). A tendência é que seja realmente o médico Eduardo Veloso. Provavelmente se filiará ao PSDB.

Cuidado com ele

O deputado Éber Machado tem investido todas as fichas em sua candidatura à Câmara Federal. Tem trabalhado duro para formar alianças que lhe proporcionem votos reais. É um forte adversário no meio evangélico. Só não pode esquecer que voto de igreja não elege ninguém. Precisará de muito mais se quiser chegar à Brasília.

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