Como ser visto pelo garçom

Postado em 08/09/2016 23:22:46 BRUNA MELLO

Desde quando comecei a frequentar bares em Rio Branco percebi que o cliente quase sempre é um ser invisível aos olhos do funcionário. Você grita, assovia, gesticula com as mãos, braços, cabeça, faz coreografias desesperadas para conseguir ser atendido. Claro, toda regra há exceções.

Mas, na maioria das vezes me senti abandonada nessas mesas de bares. Achei que o problema era comigo, mas não. É humilhante você chamar inúmeras vezes o garçom e não receber sequer um “pera, já te atendo”. Depois de algum tempo percebi que se trata do garçom acreano e que o problema, definitivamente, não é comigo.

Porém, tenho experimentado uma nova estratégia: chamar o garçom pelo nome. Ele gosta de ser chamado pelo nome ou apelido (aquele que você dá quando cria intimidade com o funcionário e, pelo menos 3 vezes por semana frequenta o estabelecimento). É quase uma dica de sobrevivência. Por isso, fiquem atentos.

Meu histórico de relacionamento com garçons nunca foi dos melhores. Desde garçom de pizzaria, até aqueles de simples botecos. A história sempre se repetia: eu era ignorada.

Umas das situações que mais me irritaram eu sempre cito de exemplo quando o assunto é atendimento. Aconteceu há menos de dois anos. Cheguei em uma pizzaria e logo percebi que todos os clientes no local já estavam servidos. Ufa! Fiquei feliz com a possibilidade de ser atendida em poucos minutos.

Sentei à mesa e rapidamente escolhi meu pedido. Haviam, no mínimo, três garçonetes livres. Eu chamei, levantei a mão, procurei com o olhar e nada. Resolvi esperar. E esperei cerca de 10 minutos e ninguém veio me atender. Quando olhei para a entrada do local, um casal estava chegando e, além de serem recepcionados, tiveram seus pedidos feitos assim que se sentaram.

O sangue subiu. A lágrima quis escorrer (de raiva). Então, peguei minhas coisas, saí do estabelecimento e nunca mais voltei. Moral da história? Às vezes a demora no atendimento é aceitável, outras é apenas descaso com o cliente.

editorial

Armando palanque

 

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