COPA DO MUNDO x MOBILIDADE URBANA

Postado em 18/07/2015 20:11:00

Hoje dia 18/07/2015 é o Dia: Nacional do Trovador.

Mobilidade urbana, a maior promessa e a maior decepção da Copa.

Apenas 10% das intervenções foram feitos. Muitas incompletas.

ADAMO BAZANI – CBN – SP
Prometidas como um dos maiores legados para a população deixados pela Copa do Mundo 2014 no Brasil, as obras de mobilidade urbana apresentaram os maiores atrasos.

Apenas 10% de tudo o que foi prometido para melhorar o ir e vir dos turistas e da população depois do evento esportivo foram feitos nas cidades-sede. E uma parte destas obras ainda está incompleta.

São melhoramentos de ruas, avenidas, construção de corredores de ônibus, monotrilhos, VLTs – Veículos Leves sobre Trilhos e de sistemas de Metrô.

Estas obras fazem parte da “matriz de responsabilidades” para a Copa entre Governo Federal, estados e municípios.

A primeira matriz foi firmada em 2010 e depois alterada, se tornando, mas flexível. Mesmo assim, os atrasos preocupam.

Em São Paulo, a maior parte das obras de mobilidade foi concluída, mas o transporte coletivo não teve prioridade. A nova sinalização dos trens da linha 3 Vermelha do Metrô, que permitiria menor distância entre as composições e mais oferta, só vai ficar pronta em 2015. Um corredor de ônibus na Radial Leste, apontado como essencial para desafogar o metrô e os trens da CPTM na região, não tem previsão, apesar de promessas. A prefeitura de São Paulo enfrentou entraves políticos, jurídicos e administrativos para a realização da meta de 150 quilômetros de corredores até 2016.

O VLT – Veículo Leve sobre Trilhos, de Cuiabá, que deveria ligar o aeroporto à região central, só vai ficar pronto depois do mundial.

Em Curitiba, o corredor de ônibus entre o aeroporto e as proximidades do estádio também teve as obras atrasadas. As empresas que iam fazer a obra não receberam e rescindiram os contratos.
Em Fortaleza, vários projetos de corredores de ônibus foram deixados para depois e a mudança do projeto do VLT também comprometeu a entrega das obras.

Em Salvador, a prefeitura disse que o BRT inviabilizaria o metrô, mas os próprios técnicos da prefeitura apontaram em relatório, a necessidade dos dois modais parta atender à população, com poucas adequações do corredor de ônibus.

Em Porto Alegre, também houve atrasos nas obras de corredores de ônibus.

A pergunta que fica é: Se não houve agilidade e comprometimento antes da Copa, que mexe com a imagem do Brasil para todo o mundo e exige intervenções urgentes, depois da Copa como será o ritmo das obras de mobilidade?

Em relação às obras gerais, contando estádios e aeroportos, por exemplo, das 167 anunciadas, 68 intervenções, ou 41%, estão prontas. Outras 88 obras – 53% – sequer saíram do papel ou vão ser entregues só depois da Copa, apesar de estarem na matriz de responsabilidades. Onze projetos foram abandonados, como o Terminal Rodoviário de Itaquera, em São Paulo.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN – SP, especializado em transportes.

Reportagem sucinta do jornalista acima, porém com abrangência completa.

A verba para tais obras, até onde sabemos, foram repassadas aos estados e municípios mas não estamos vendo a continuidade para a complementação da dita “Mobilidade Urbana” que tanto defendem os atores da área.

Não se pode falar em mobilidade sem antes verificar a realidade de cada localidade e se tal localidade tem condições de colocar em prática obras e outros tantos entraves a serem superados. Não se fala em mobilidade onde encontramos degraus intransponíveis nas calçadas ou comerciantes que simplesmente avançaram com o seu negócio para aumentar a capacidade de atendimento do seu estabelecimento. Não se fala em mobilidade onde não existe calçada ou quando ela é intransitável. A mobilidade começa justamente nas calçadas das cidades onde a maioria transita no início e fim do seu ir e vir diário.

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