Das telas do cinema para as ruas – Jornal A Gazeta

Das telas do cinema para as ruas

Os dias de paz e tranquilidade no trânsito acreano acabaram. O retorno dos estudantes as escolas transformou o trânsito já complicado em alguns momentos do dia, num verdadeiro inferno.

Minha recente experiência foi uma prova de paciência e do deixa para lá. Aproveitei a hora do almoço para ir a OCA resolver umas pendências. Só que eu estava na Vila Ivonete e esqueci da bendita volta das aulas.

Ao chegar na Avenida Ceará, o trânsito já estava lento. Coloquei uma música, tirei da cabeça a preocupação sobre a tal pendência, tentei esquecer até da fome, já que a estratégia seria almoçar depois que sair da OCA.

Se tem uma coisa me tira do sério é trânsito lento, motorista barbeiro e motoqueiros. E veja bem, os identifico assim, porque eu acredito que existem numa parcela muito pequena os motociclistas. Que são aqueles condutores educados, que seguem as legislações e nunca, se colocam em risco desnecessário.

Afinal todos nós, motociclistas, pedestres, motociclistas estamos a mercê de qualquer coisa a qualquer hora.

Acredito também que existem motoristas não treinados e não intencionados que também, colaboram nesse cenário de caos, que não é uma característica só de Rio Branco.

Pois bem, num determinado trecho da Ceará, eis que o trânsito flui, é aí que o semáforo fica vermelho, três filas de carros, um calor absurdo, quando algo me faz esquecer todos os mantras de meditação que estava usando até aquele momento.

Um motoqueiro tenta passar por um espaço mínimo e pah! Bate no meu retrovisor. Depois sai como se nada tivesse acontecido. Sabe o personagem Raiva do filme Divertidamente? Foi como fiquei. Na hora, a vontade é de passar por cima.

Depois mais calma, percebi que situações assim, são extremamente perigosas. Afinal ele só bateu no retrovisor. Nada de mais. Mas, na hora da raiva, não existe controle. Se existe combinação o mau condutor, seja de moto, carro ou bicicleta, pode ser fatal.

Para a sorte do motoqueiro não me deixei levar pela emoção. E o aprendizado dessa experiência é evitar horário de pico no trânsito. Caso não tenha outro jeito, a solução é torcer para não encontrar nenhum motoqueiro que teste a sua saúde emocional.
Olho: “Para a sorte do motoqueiro não me deixei levar pela emoção”.

Bruna Lopes é jornalista
jornalistabrunalopes@gmail.com

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