De olho no andar de cima

Postado em 07/06/2016 04:37:08 João Paulo Maia

Já temos as Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro com bola rolando. No próximo fim de semana é a vez do pontapé inicial para a Série D, quarta e última divisão do futebol nacional. Entre as dificuldades de um país em crise política/financeira e a esperança de chegar ao andar de cima, os 68 clubes participantes entrarão em campo com a simplicidade do anonimato.

Atlético Acreano e Rio Branco são os dois representantes locais no torneio – para agradar as federações, a CBF aumentou o número de vagas e “encheu” a Série D. O caminho para o acesso mudou e parece até mais fácil. Difícil mesmo é passar pela escassez de recursos e pela falta de estrutura na rotina de um esporte que exige muito (de dirigentes e jogadores).

Atual campeão acreano, o Atlético fez o essencial: conseguiu manter a base do estadual e fez quatro contratações locais. Entre eles, o meia Careca e o atacante Tonho Cabañas, ambos ex-Galvez. Este último foi o artilheiro do Acreanão, com 11 gols. Entrosado e embalado pela massa celeste, o Galo Carijó tem mais motivos para acreditar numa campanha histórica.

O time é bom, mas os adversários também são fortes. O Atlético pegou um dos grupos mais complicados da primeira fase. Vai enfrentar o Nacional, do Amazonas, que está investindo milhões (isso mesmo) para, enfim, voltar ao cenário nacional. E tem ainda a tradição do Trem/AP e o imprevisível Genus/RO.

Juntando os cacos do estadual, o Rio Branco se recompõe aos poucos. Com a chegada do técnico Artur Oliveira e oito contratações, o Estrelão é totalmente outro em relação ao Campeonato Acreano. Diferente das últimas temporadas, não houve grande investimento em jogadores de fora do estado e, apesar de estar em um grupo não tão forte, as expectativas não empolgam os mais otimistas torcedores. Que seja uma surpresa…

Os 68 clubes estão divididos em 17 grupos. Avançam os 17 primeiros e os 15 melhores segundos. A segunda fase, mata-mata, terá confrontos entre melhores e piores na classificação geral (e não por região). Para subir, o time precisa passar por três fases eliminatórias até chegar à semifinal e garantir o acesso. Que comecem os jogos!

João Paulo Maia é jornalista.
joao.maia.rodrigues@gmail.com
Twitter: @jpmaiaa

 

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