Dia dos mestres

Postado em 15/10/2016 16:59:04 TIAGO MARTINELLO

Ontem, 15 de outubro, foi o Dia dos Professores, os ‘mestres’ em sala de aula. Espero que a data tenha servido como uma ocasião para refletirmos o valor que damos a essa categoria em nossa sociedade. O que seria de nós sem eles? Que tipo de pessoa, profissional, filho, pai, marido, colega, amigo ou cidadão eu seria se não tivesse passado pela sala de aula?

Criminalidade, violência, pobreza, desigualdades sociais, analfabetismo, desemprego, racismo, preconceito, drogas e muitas outras mazelas sociais nos assolam a todo instante. Estão ao nosso redor, mesmo que seja forte e instável a barreira de tranquilidade que erguemos como forma de ignorarmos ou não enfrentá-los. A resposta perfeita que todos encontramos para explicar e solucionar tais problemas é simples: a educação é capaz de resolver tudo.

Genial. O caminho está desbravado.

Mas aí o foco da questão passa a ser outro: se a educação é a solução, qual seria o papel dos professores neste processo? Existiria a tal da educação sem nossos mestres da sala de aula? Qual seria o propósito de uma sala de aula, de uma escola, de uma sociedade sem o professor?

Na prática, vivemos uma realidade que nos mostra que só saber o caminho das pedras é pouco. Os percalços e obstáculos no percorrer desta trilha é que são a verdadeira razão de problemas sociais parecerem se distanciar cada vez mais da solução ideal, nunca tendo um final feliz. E são nestes gargalos, nestes empecilhos que o professor atua. Ali reside a sua missão e compromisso para que a educação jamais deixe de ser a resposta certa para vencermos nossas mazelas.

Com o avanço das tecnologias e a globalização mundial, de um lado, esse ofício ganhou vários aliados. No entanto, todo yin tem seu yang. Os aliados, por outro lado, trouxeram inúmeras interferências para a arte de bem educar. O professor moderno precisa se adaptar e trabalhar com esses novos tempos, constantemente. Não só no tocante ao desenvolvimento tecnológico intenso e instantâneo que estamos atravessando, mas também na mudança de mentalidades, de valores e de princípios que estas novas tecnologias provocam em nós.

O desafio é gigantesco, diário e quase utópico. Enquanto isso, já dizia a célebre frase de Chico Anysio, na Escolinha do Professor Raimundo, “e o salário ô”. É verdade. Professor não ganha o que merecia. Não só em dinheiro, mas também no quesito de valorização. E não é o governo, o Estado, o parlamento, o sistema, os políticos que desvalorizam o professor. Somos todos nós. Quem está no poder reproduz o que a pressão popular demanda. E se a nossa vontade fosse a de supervalorizar a profissão do professor, assim o seria feito. Precisamos ter isso em mente.

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