Diferenças – Jornal A Gazeta

Diferenças

Nunca antes precisou tanto se conviver com as diferenças como agora. Certamente, na sua roda de amigos ou até mesmo na família tem quem defenda posições bem divergentes da sua. Daí você escolhe rebater, julgar, respeitar ou ignorar e seguir a vida.

As opiniões de cada um ficam expostas nessa vitrine virtual que são as redes sociais. Você pode estar há anos convivendo com uma pessoa, mas só irá conhecê-la melhor quando esta desabafar no Facebook.

Todo mundo tem um amigo que defende o retorno do regime militar, o Bolsonaro para presidente, o Trump como melhor opção para os Estados Unidos e para o mundo, a oposição ou a situação.

Você pode até desconhecer, mas ao seu lado tem alguém que defende o extremismo como solução para os nossos problemas políticos. “Não importa o preço a se pagar, tudo é válido para que o país voltar aos trilhos”. E eu, francamente, tenho medo de pensamentos assim.

Extremos nunca ajudaram ninguém. Povos já sucumbiram por atitudes extremistas. Não podemos deixar que isso se repita.

O lado bom dessa atualidade de ideias diversificadas é que minorias antes amordaçadas agora podem se expor, defender seus direitos e cobrar respeito. As leis nos asseguram isso.

Quem não gosta vai ter que aceitar. O caminho é para a igualdade de fato e de direito a todos. Portanto, é melhor diminuir o ego de muita gente por aí para aceitar as diferenças que surgem todos os dias, pois estamos em constante movimento.

A melhor maneira de se encontrar um equilíbrio para tantos conflitos pelo qual passamos é a educação. A educação é a chave para mudar o cenário de crise pelo qual passamos: crise política, financeira, social e moral. A educação te mostra como respeitar as diferenças e te dá armas para combater a corrupção e mudar tudo o que está podre, estragado, no país.

Não importa qual seja a sua opinião sobre as coisas, quando suas atitudes se referirem a algo que mecha com a coletividade, pense na coletividade. Não se utilize de meios de exclusão.

Às vezes parece impossível levar um país para frente com tantas rachaduras, com tantas ideias distintas, mas podemos. Mudanças estão aí para serem feitas e os efeitos serão sentidos a longo prazo.

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