É Natal – Jornal A Gazeta

É Natal

Para cristãos ou não cristãos, acima dos apelos mercadológicos, a celebração do Natal deveria servir para uma séria reflexão e tomada de posição sobre s graves problemas por que passa a humanidade.

É de se lamentar e se indignar que, depois de tantos séculos de cristianismo, de budismo, de islamismo, de humanismo e outras doutrinas benéficas, ainda se assiste, atualmente, pelo mundo afora, tanta intolerância, discriminações de todos os tipos, a miséria e a fome e até ameaças de uma nova guerra nuclear.

A impressão que se tem – e não é só impressão – é que a humanidade está regredindo, se bestializando por conta, sobretudo, de quem detém o poder e o está usando para impor suas ideias ou ideologias em detrimento dos que governam. E o pior é que essa conjuntura acaba contaminando também as relações sociais e pessoais com toda a forma de preconceito, como o racismo, a homofobia e outras discriminações.

Não, essas considerações não são fictícias ou pessimistas. Infelizmente, é a realidade em que se vive, mas é preciso reagir. “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” é uma das mensagens mais repetidas pelos cristãos nesses dias.

Mas, como se observou, independentemente de credos religiosos, são os “homens de boa vontade” a quem cabe reagir e lutar para que o mundo, a sociedade sejam ou pouco melhores.

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