EU E CURITIBA

Postado em 08/12/2016 23:02:02 Onides Bonaccorsi Queiroz

Conheço seus cheiros de inverno, suas delicadas fragrâncias de verão. Conheço seus ventos cortantes e as chuvas geladas. Aquele sol dolorido de inverno em céu de um azul profundo tão glacial que ameaça trincar.

Bem particular senhora. Sei de sua têmpera, seus caprichos, suas virtudes. Generosa dona, com manhãs perfumadas em quintais que não me saem da memória. Tardes que não se cansam de ser.

Conheço seus bairros, sua gente, sua fala, sua estética, identifico curitibanos num átimo. Depois me rio sozinha, sempre acerto.

Eu saí de lá. E, quando volto, levo o carinho. Nunca senti necessidade ou desejo de voltar a viver ali. Bem verdade que temo que a falta de sol me deprima. Será que deixei de amá-la?, já me perguntei.

Até que certa manhã, bem cedo, ia chegando. E fui conferindo a neblina, a paisagem, os sons, os edifícios, o povo… Como é que tudo aquilo sabia ser tão inconfundivelmente Curitiba?

Compreendi, naquele dia, que eu então me perdoara por tê-la deixado. E sentia que ela, como mãe madura e libertadora, me dizia: vai fazer tuas descobertas, guria. Vai, que teu espaço de filha permanece a salvo em meu peito.

Onides Bonaccorsi Queiroz

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