Fazendo o contrapondo – Jornal A Gazeta

Fazendo o contrapondo

A formatura de 500 bombeiros mirins, realizada ontem parece um ato de somenos importância, mas não é. São iniciativas como esta que precisam ser multiplicadas por outras entidades para, além do ensino escolar, auxiliar na boa formação e no encaminhamento de suas vidas para o futuro.
Na atual conjuntura política do país, em que se registram altos índices de criminalidade, alimentada, sobretudo, pelo tráfico de drogas e outras contravenções, este tipo de iniciativa, como bem assinalou o governador Tião Viana ontem, serve como contraponto, oferecendo além da educação, outras atividades que contribuem para a formação desses jovens.
Ou como bem lembrou também uma das mães desses garotos, se não fora, no caso, os bombeiros mirins, ela mesma conhece vários jovens que, a essas alturas da vida, já estariam sendo aliciados pelas facções criminosas, cometendo todo tipo infrações ou quem sabe até já estivessem mortos pela disputa de “território” que se estabeleceu entre esses grupos criminosos.
Vale sempre repetir que a obrigação primeira pela segurança pública é do poder público, através das forças de segurança, mas vale insistir também que a sociedade, através de suas entidades diversas, pode e deve contribuir com iniciativas de caráter educacional, entretenimento, formação profissional e outras.

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