Fragilidade da vida – Jornal A Gazeta

Fragilidade da vida

Diante das tragédias coletivas e individuais que temos presenciado nos últimos dias, isso me faz refletir, de novo, o quão é frágil nossa existência. Não é fácil falar sobre morte, pelo menos não para mim, mas, infelizmente, esse é a única certeza que todos nós temos. Há quem diga que a morte deve ser tratada de forma respeitável. Concordo!! Não no sentido de ter medo dela, mas de valorizar aquelas pessoas que normalmente estão conosco em todo e qualquer tempo.

Perderemos alguém importante um dia, mas que essa pessoa parta sabendo que foi amada.

O fato é que a vida humana é frágil. Mas com frequência nos esquecemos desta realidade. Muitas vezes nos achamos imbatíveis, afinal de contas, temos uma vida inteira pela frente para avançar, conquistar, consolidar. Mas nem sempre isso acontece neh! Num piscar de olhar, o fôlego da vida se esvai. E o que fica? O que nos resta? A saudade de quem amou, viveu, falou, valorizou ou apenas o arrependimento de ter visto a vida passar sem se valorizar quem tanto merecia?

Infelizmente, o homem tem a tendência a dar mais atenção às tristezas, decepções, mágoas. Claro que isso não é regra, mas acontece. Situações tristes são mais fáceis de serem lembradas do que as alegres. E às vezes se dá tanto valor a esses sentimentos que quando despertamos para o que realmente importa na vida, a morte já nos roubou corações próximos e, em muitos casos, não tivemos tempo nem dizer adeus.

Como diz o pastor Andrei de Almeida, “nossa vida, por mais que pareça longa aqui na terra, é mero vapor. Sim, aquela neblina que aparece de manhã, mas logo vem o sol. A vida é assim. Dá impressão que vai ser longa, mas é transitória é curta”. Se de fato pensarmos, veremos que não apenas o tempo não nos pertence. A vida não nos pertence. Os planos não nos pertencem. Portanto, viver o hoje se torna mais que essencial. Não deixe de amar, gargalhar, chorar, se alegrar, errar, pedir perdão, enfim, não deixe de viver. Assim, quando a morte bater a nossa porta, teremos vivido tudo o que nos foi permitido.

Quanto aos familiares dos jogadores de Chapecó, que morreram naquele trágico acidente aéreo, peço a Deus que conforte o coração de cada um. Não conhecemos os desígnios de Deus e, muitas vezes, é difícil até de aceitar, mas sabemos que ele é o único que pode amenizar a dor de nosso coração. Força e ânimo firme!

Assuntos desta notícia