Fronteira aberta – Jornal A Gazeta

Fronteira aberta

Um morreu, resta agora a polícia identificar e prender os outros dois comparsas que, ao tentar roubar duas caminhonetes, mataram o proprietário, um idoso, numa troca de tiros em mais um desses crimes hediondos e covardes que estão se repetindo na Capital e municípios do interior do Estado.

Na verdade, já se sabe qual o destino desses veículos roubados: atravessar a fronteira com a Bolívia e outros países vizinhos para trocar por cocaína e outras drogas.
Apesar dos esforços que as polícias Civil, Militar e a Força Nacional vêm fazendo para coibir esse tipo de crime, os recursos técnicos e de pessoal de que dispõem ainda estão muito aquém da real necessidade para patrulhar a fronteira com os dois paí-ses maiores produtores de cocaína.

E, nesta tarefa, a Polícia Federal também precisa fazer a sua parte, considerando que esta é uma de suas principais obrigações. Porém, não é o que se observa. Ou seja, tem menos recursos ainda do que outras forças policiais.

Como os próprios agentes da corporação denunciaram no ano passado, nem veículos dispunham para ir da Capital aos municípios de fronteira, enquanto se assiste cem, duzentos  policiais em uma única ação, para prender apenas um ou meia dúzia de indiciados nas operações espetaculosas no Sul do país.

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