Grandes centros e os pedestres

Postado em 21/11/2015 19:41:09

Dia 21/11/2015 é o Dia: do Homeopata, Mundial da Televisão, das Saudações, Apresentação da Santíssima Virgem Maria.

Muito se fala da fluidez do trânsito, congestionamentos e tudo o que é relacionado ao movimento dos veículos automotores. Transporte de passageiros em massa, corredores de ônibus, pistas segregadas para aumentar a velocidade dos coletivos com consequente diminuição do tempo de viagem e por aí vai.

Pouco se fala ou faz em melhorar a mobilidade do pedestre. Os riscos que estes enfrentam no dia a dia com a falta de manutenção das calçadas (quando existem), calçadas com degraus ou ainda comerciantes “espertos” que, aproveitando da má qualidade e falta de fiscalização expõe seus produtos e até automóveis sobre a calçada fazendo com que o transeunte seja obrigado a se arriscar pela pista de rolamento, disputando espaço com os automóveis e correndo riscos de sofrer algum tipo de acidente.

Não existe uma estatística exata sobre os acidentes que ocorrem, principalmente com idosos, por causa da má conservação ou inexistência de calçadas, mas o fato é que o índice desse tipo de ocorrência é alto.

É fato também que cada município tem legislação própria para estabelecer regras para construção e conservação do referido espaço. No dia 09/01/2012 entrou em vigor, em São Paulo, nova Lei para construção e conservação dos passeios. O que antes era de responsabilidade do proprietário do imóvel, agora passa a ser também do locatário e altera a largura mínima de 0,90m para 1,20m e ainda multas pelo não cumprimento dela. Naturalmente, essa medida será submetida à análise para as vias já existentes.

Há de se notar que em alguns bairros com ruas íngremes, é simplesmente impossível transitar pelo espaço reservado ao pedestre tamanho é a quantidade de degraus e o desnível entre eles (muitas vezes superando os 0,50m). Isso se torna mais comum em cidades antigas e sem planejamento onde simplesmente não existe espaço definido para quem anda a pé.

Trânsito inclui tudo que se movimenta num determinado espaço e local. Muito recentemente começou-se a dar maior ênfase ao pedestre, inclusive com campanhas e fechando o cerco com multas para coibir os abusos que acontecem em todas as localidades.

Na cidade de São Paulo, onde a fluidez está cada vez mais caótica, os técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET tem feito algumas modificações na geometria para facilitar a travessia dos pedestres que por ali passam e que acabam beneficiando também o condutor. Modificações estas, de baixíssimo custo sem obra física de grande porte, somente com fixação de cones balizadores e pintura diferenciada conforme filmado e postado pelo meu amigo Barnabé técnico da referida CET, no link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=iQMtPIl5Jrk. Assistam e verão o resultado alcançado.

Como devem ter percebidos por alguns outros artigos meus, sou defensor das obras de baixo custo e grande impacto, substituição de semáforos por mini-rotatórias ou rotatórias, implantação de terminais que estabelecem conexão das linhas do transporte coletivo periférico com a central e muitas outras facilidades que fazem toda a diferença no dia a dia dos usuários, sejam pedestres ou condutores.

O ritmo de crescimento e a diversificação da estrutura urbana que estavam estagnadas até bem pouco tempo, voltou a passos largos e, principalmente os grandes centros precisam de muito planejamento e ações preventivas para suportar o que está por vir, isto é, a aglomeração com a consequente ocupação do solo e todas as ações desencadeadas por ela.

Os atores que protagonizam essas mudanças estão, a cada dia, procurando facilidades e rapidez no que diz respeito aos afazeres do dia a dia, isto é, maior mobilidade com diversidade e opções para tal. Gestores públicos de todo o país, ainda não estão preparados para lidar com as dificuldades que essa aglomeração repentina trouxe. Vale ressaltar que grupos por parte do poder público e de alguns órgãos privados, estão se reunindo para discutir essa questão para que se possa chegar à Copa do Mundo e às Olimpíadas, pelo menos com maior tranquilidade para evitar maiores transtornos com relação ao tema.

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