Gravidez precoce – Jornal A Gazeta

Gravidez precoce

Notícia, recém saída do forno, diz que o Brasil é o 4º colocado no ranking mundial em gravidez precoce. Mesmo que estatísticas mostrem dados otimistas nessa questão cruciante que envolve crianças e adolescentes, no nosso país que não permite a cultura do “casamento infantil”, caso da nação africana Níger, o índice de gravidez precoce é elevadíssimo.
Os motivos, diriam os antigos, são públicos e notórios. A Lei não permite casamento entre adultos e menores de idade, no entanto a libertinagem sexual no Brasil é uma farra. Elencá-los aqui é “chover no molhado” uma vez que esse é um problema de caráter universal.
No entanto, aqui no Brasil, os juvenis estão cantando de galo. Usam e abusam da prerrogativa da menor idade. Dia desses, ousei chamar atenção dum jovem que, em praça pública, assediava uma menina, talvez de 13 anos, puxando com força para trás duma carreta, dentre as muitas que estacionam aqui na via principal do Santo Afonso, sem que as autoridades tomem providências, em retirá-las. Bem, ou mal, cheguei perto e disse: Larga a menina, rapaz. Ela é menor de idade, quase uma criança! A resposta veio na “bucha” ou na lata: “Eu também sou menor de idade!” Engoli a saliva e me retirei…capei o gato. Fazer o que?
Nesse caso, trago de volta uma reflexão sobre o assunto, publicado em dia idos, aqui mesmo neste espaço: Relação amorosa sexual que só dá prazer, mas não faz as pessoas crescerem, melhorarem como gente, é relação irresponsável. Relação amorosa sexual irresponsável é aquela feita sem amor, de qualquer jeito, com qualquer pessoa sem pensar nas conseqüências. A relação amorosa irresponsável, ainda é a principal causa de o Brasil ser campeão de abortos. Milhares são as crianças que vivem no Brasil, sem lenço nem documentos. Não possuem se quer uma certidão de nascimento e quando possui não consta que tenham pais, resultado direto de relações amorosas sexuais desatinadas.
Esta relação amorosa sexual só interessa a quem vive amealhando verdadeiras fortunas em função da indústria do sexo, cognominada de prostituição infantil e tráfico de crianças que, conforme pesquisas recentes são, sem nenhuma dúvida, o 2º melhor negócio do mundo moderno, as somas são astronômicas e só perdem para o tráfico de drogas. A sociedade está minada de representantes dessa prática nociva. Não precisamos ir muito longe para saber quem são esses meliantes. O problema esta aqui bem perto de nós. Basta ler os jornais de melhor tiragem da cidade de Rio Branco que quase diariamente, através de denúncias do povo e de boas reportagens, revelam a problemática do abuso e da exploração sexual, de crianças e adolescentes.
Na verdade algumas destas pessoas, e são muitas, estão a serviço de uma verdadeira indústria que não aparece sob forma de fábrica, com chaminés e fumaça, mas que gera milhões de dólares. Inclui-se aí, alguém já o disse, a indústria pornográfica, do aborto, dos métodos anticoncepcionais, artificiais, dos motéis e do fantástico mundo das drogas. Para essas pessoas quanto mais libertinas e promíscuas estiver o sexo e quanto menos coesas estiverem as famílias, melhor.
É possível que algumas mentes sapientes achem tudo isso uma tremenda caretice. Mas, não é! A discussão em torno de qualquer assunto que envolva crianças e adolescentes sempre foi e continuará sendo de relevância decisiva para a vida do homem. Mesmo a discussão dos assuntos mais triviais, que já foram debatidos exaustivamente, e assim é considerada desnecessária mostra a exigência da razão e, portanto, da própria existência humana na sua atividade reflexivo-discursiva. Portanto, relação sexual ocasional ou anônima ou transar pura e simplesmente com quem aparecer, não passa de uma elevada irresponsabilidade. Mesmo que esta irresponsabilidade venha de juvenis que, à luz da Lei em vigor, não respondam pelos seus atos!

 

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