Jejum de futebol

Postado em 03/10/2016 23:35:44 João Paulo Maia

Não é novidade. É todo ano a mesma coisa. Chegou setembro, outubro, cá estamos nós, sem futebol aos fins de semana (me refiro ao futebol no estádio e não ao que pode ser visto pela televisão). Entre a falta de estrutura dos clubes e um calendário pobre para sustentar todos que vivem do esporte, nós driblamos a escassez dos jogos semanais e enfrentamos um jejum de meses para esperar o mais do mesmo.

No primeiro semestre, nos apoiamos no estadual, que dura cerca de três meses. Entre uma partida e outra, temos então atrações que chamam mais atenção, como a Copa Verde, regional, e a Copa do Brasil, sempre com algum time forte jogando por essas bandas. Nos acostumamos a perder. Só temos o gás de prestigiar. Torcer mesmo, isso ficou lá para trás.

Tivemos dois times na Série D do Campeonato Brasileiro, no segundo semestre deste ano. O Rio Branco, perdido dentro e fora de campo, ficou no meio do caminho. O Atlético, com pouco investimento e com um elenco caseiro, surpreendeu. Foi até as quartas de final. Chegou tão perto do acesso que por um momento nós voltamos a acreditar que era possível. Não rolou. Batemos na trave, de novo.

Setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Isso mesmo. Só em fevereiro (e olhe se não passar para março) voltaremos a ter um jogo do futebol profissional no Acre. Com a crise financeira das empresas e do poder público e os clubes cada vez mais econômicos, as perspectivas não são as melhores.

Time de maior força nacionalmente, o Rio Branco está mergulhado em dívidas e deve atuar com a equipe da base no profissional. Só para participar. O Atlético teve a base desmontada após a eliminação na quarta divisão. Há uma incógnita para saber se o clube terá condições (financeiras) para manter boa parte dos jogadores que defenderam a equipe nesta temporada – tendo em vista o interesse de times de outros estados. O Galvez, com o dinheiro que restou da Copa do Brasil, pretende entrar para ser campeão acreano pela primeira vez.

O cenário do futebol local para 2017 poderia estar mais otimista, caso o Galo tivesse conquistado o acesso para a Série C do Brasileiro. Não conseguiu. E, portanto, precisarão trabalhar com o que tem. Times caseiros, pouco investimento e a incerteza de boas participações em competições nacionais. Se o resultado disso vai ser bom, o calendário nos dirá.

João Paulo Maia é jornalista.
joao.maia.rodrigues@gmail.com
Twitter: @jpmaiaa

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