Mais paz e amor! – Jornal A Gazeta

Mais paz e amor!

“Falar de política, hoje em dia, virou sinônimo de baixaria em redes sociais”

 

Lamentável a postura do ex-ator Alexandre Frota, em relação à jovem Gleici Damasceno, primeira acreana a participar do Big Brother Brasil, depois de 18 edições do programa. Em sua conta no twitter, ele não mediu palavras para associar a idolatria de Gleici para atacar aquele que é a maior figura petista do país, Luís Inácio Lula d Silva.
Até o rótulo de ‘peguete’ ela ganhou, apenas por ter fotos com o ex-presidente [aliás, o Lula seria o maior garanhão da história do Brasil se fosse contar como ‘peguetes’ todas as mulheres com as quais ele já tirou foto, não concordam?].
As palavras de Frota miraram Lula, só que atingiram mais a Gleici, que participou de todo um processo de seleção do BBB. Ainda assim, acabou sendo taxada de ‘peguete’, como se todo o mérito da sua seleção não fosse dela, mas sim de QI por defender o ex-presidente. Palavras que expuseram, sobretudo, um sentimento profundo nutrido por muitos brasileiros quando o assunto na roda é política: o do ódio aos adversários.
Falar de política, hoje em dia, virou sinônimo de baixaria em redes sociais. Discussões e debates desta natureza não são mais pautados num clima de paz e respeito ao próximo. Pelo contrário, parece que quanto mais raiva nas palavras você conseguir cuspir no seu discurso para ofender o seu oposicionista melhor. Quanto mais associações ‘Frotistas’ você conseguir fazer pra arrasar o seu adversário, deixá-lo ofendido e sem palavras, como se esse fosse o sentido da política (o discurso de um só), melhor ainda.
Passamos por processos eleitorais complicados, que nos dividiram. E parece que insistimos em nos manter cada vez mais assim, separados. Chegou a hora de acabar com isso. Precisamos de mais paz e amor, especialmente ao lidarmos com temas políticos.
Nesse quesito, sábio mesmo era o Seu Madruga, grande filósofo da ‘Turma do Chaves’, quando ensinava aos meninos que “a vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”. Fazendo uma pequena adaptação, podemos dizer que “a política nunca é plena, mata a alma e envenena”.

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