Mais um

Postado em 22/02/2017 23:02:08 Bruna Lopes

Há pouco mais de dois anos, uma notícia trágica transformou em pesadelo a vida de uma família. A minha! No meio da noite, uma ligação de alguém falando que meu primo tinha sido assassinado na porta de casa me fez sentir uma dor imensa.

Ele era agente penitenciário. O Anderson de Albuquerque Guimarães podia exercer qualquer profissão. Era agente mas não por necessidade. Com duas graduações, a vida dele estava só começando.

Quando na véspera do aniversário de 30 anos, uma chuva de tiros mudou para sempre a vida de muita gente.

Ao noticiar a morte de outro agente penitenciário, nesta semana, me fez recordar com muita tristeza desse episódio e dos dias seguintes.

Desta vez, Romario Cavalcante Alexandrino, de 28 anos, morreu após sofrer uma emboscada dentro da própria casa na Vila do V.

Da mesma forma como ocorreu com o Anderson, todos associavam a morte dele coma a ação de facções criminosas em Rio Branco. Aliás, o termo facções antes quase nunca usado. Passaram a fazer parte de qualquer conversa em todas as classes sociais.

Dizem que a morte de Romario trata-se de uma retaliação ao trabalho que desenvolvem dentro do sistema penitenciário. O que eu temia foi exatamente o que aconteceu. A morte do meu primo virou estatística, assim como a de Romario certamente também vai virar.

Lamentavelmente. Quem sofre é a família. Quem sofre é o filho e a esposa. A verdadeira violência é aquela sofrida que jamais será esquecida por quem perde um ente querido.

Enquanto isso, a Segurança Pública diz que os ataques criminosos que assolaram a capital e interior tem como alvo prédios públicos. Mas, estamos em guerra! E faz muito tempo. A sociedade também é ferozmente atingida a cada novo ataque.

Seja por medo de sair de casa. Ou por assistir impotente a destruição de um centro histórico que jamais poderá ser restaurado. Como é o caso do arquivo cultural do Parque Capitão Círiaco em 2016.

Isso sem falar que o dinheiro empregado da recuperação ou reparação dos danos durante esses ataques saem do bolso dos contribuintes. Então, os ataques são pessoais. Atingem eu, você e todo mundo que vive numa cidade que espera sem surpresa os próximos episódios dessa novela.

*Bruna Lopes é jornalista
jornalistabrunalopes@gmail.com

editorial

Não há como ignorar

 

Não como ignorar ou negar – e o próprio secretário de Segurança Pública admite- que nos últimos dias houve nova investida das famigeradas facções criminosas com vários homicídios tanto na Capital como em algumas cidades do interior, onde até um aluno teria sido morto dentro da sala de aula. Porém, não ...

Leia mais...

clima

Rio Branco - AC
agazetanofacebook