Mudança de perspectiva – Jornal A Gazeta

Mudança de perspectiva

É impressionante como o mundo dá voltas e as coisas mudam. Há dois anos eu não via a hora do mês de agosto de 2017 chegar. E agora que ele chegou me pergunto por que estava com tanta pressa? Meus planos, projetos e filosofia de vida mudaram radicalmente nesse período.

Com a chegada do mês, que tem a fama de ser o mais longo e terrível do ano, me perguntei se eu estava errada antes ou agora por mudar de ideia. E por que o mês de agosto? Justamente esse mês? Decidir desta vez, acreditar que nada acontece por acaso. E confiar no nosso Criador que me oriente nas escolhas e dos que me cercam.

Para quem também se sente desconfortável com o mês do desgosto, é legal saber de onde essa história começou.

Agosto, do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Este não queria ficar atrás de Júlio César, em honra de quem foi batizado o mês de julho, e, portanto, quis que o “seu” mês também tivesse 31 dias. Antes dessa mudança, agosto era denominado Sextilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo (calendário romano).

Os romanos já consideravam o mês de agosto azarento. Eles acreditavam que existia um dragão imenso e terrível, que andava pelo céu cuspindo fogo durante esse mês. Mais tarde descobriram que o tal “Dragão” era a constelação de Leão, visível nos céus do hemisfério norte naquele período do ano.

Em Portugal o medo do mês de agosto surgiu no período das grandes navegações, que duravam muitos meses e até anos. As mulheres portuguesas não casavam nunca no oitavo mês, porque era nessa época (verão na Europa), que os navios das expedições partiam em busca de novos mercados e novas terras. Daí, casar em agosto significava ficar sozinha. Algumas até ficavam viúvas. Triste né?!

Seja crendice popular ou verdade… Vem com calma agosto, pois temos que sobreviver a seus outros 29 dias…

BRUNA LOPES é jornalista
jornalistabrunalopes@gmail.com

 

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