Muito o que fazer – Jornal A Gazeta

Muito o que fazer

Difícil se pensar em outra coisa senão na estréia da Seleção Brasileira na Copa da África. Contudo, para os acreanos hoje é uma data importante, enquanto se comemora mais um aniversário da criação do Estado, que representa 48 anos de emancipação política e administrativa.

Nas peças publicitárias que fez divulgar no final de semana, o Governo do Estado fez questão de salientar um dos programas que vem sendo im-plementados: o ProAcre, que movimentará recursos de U$ 150 milhões captados junto ao Banco Mundial, com a contrapartida de U$ 30 milhões. É muito dinheiro.

Segundo o governo, o programa visa promover a inclusão social das comunidades mais isoladas do Estado, algo em torno de 150 mil acreanos que vivem nas zonas rurais, ribeirinhas e na floresta.

Com efeito, um bom programa, mas também o reconhecimento de que há muito ainda o que fazer neste Estado. Às vezes pelo exagero da propaganda, a impressão que dá é a de que o Acre atingiu níveis de desenvolvimento de primeiro mundo. Não é bem assim. Muito se fez, há que se reconhecer, mas há muito ainda por se fazer. A começar pela própria integração territorial, unindo suas micro-regiões e, sobretudo, melhorando as condições de vida de suas populações.

 

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