Nosso corpo

Postado em 11/10/2016 23:09:27 Brenna Amâncio

É admirável a energia das crianças. Elas correm, pulam, caem, levantam, brincam, e por aí vai… Nunca admitem cansaço. Estão sempre dispostas a mais e os pais ficam rezando para que logo durmam. Bem, eu rezaria.

Eu era dessas. Via montanhas em morros, uma boa escalada em árvores e pistas de corrida nas calçadas. Andava de bicicleta como se estivesse em um jato.

Quem aproveitou bem a infância lembra bem de viver com joelhos e cotovelos ralados. As casquinhas cicatrizando eram quase acessórios permanentes.

Mas essa energia toda parece ir para o espaço com a chegada da adolescência. Toda aquela disposição evapora e dá lugar ao sono de urso. Tudo o que se deseja é hibernar. Ah… Quanta preguiça dá só de lembrar. Nessa fase, poucos sabem aproveitar o poder que se tem no corpo cheio de juventude. Uma pena.

No entanto, até aí tudo bem. Afinal, há saúde de sobra. Ou deveria haver naturalmente.

Quando se chega à fase adulta, algumas coisas mudam. Não é que você não tenha mais saúde ou energia, mas, certamente, você já não é mais aquela criança elétrica. O corpo exige mais cuidados.

O médico é o primeiro a cobrar: movimente-se. Aí o camarada até tenta. Vai lá na academia todo cheio de si, faz a matrícula, compra roupas novas para malhar e tira um monte de selfie com os equipamentos. A primeira semana mostra para ele a força do seu sedentarismo, ao deixá-lo todo dolorido após os exercícios. Antes de completar um mês, acaba desistindo. A maioria das pessoas conta esse relato.

O erro de muitos é desistir. Ao não se identificar com aqueles pesos assustadores da academia, acaba abrindo mão de se colocar em movimento. E, dessa forma, a mais importante máquina do mundo, o corpo humano, fica entregue à sorte.

Daí a gente come rezando para não engordar, assistindo televisão e desejando o corpo sarado da atriz ou do galã do filme. Exigimos que o corpo não adoeça, mesmo sem dar o devido suporte para que ele fique bem.

Vivemos na esperança de acordar com mais disposição ou mais ricos para pagar procedimentos estéticos que tiram daqui, colocam lá e puxam dacolá. No desespero, até chegamos a abusar de medicamentos que prometem o emagrecimento milagroso.

Certa vez, um médico me disse que o nosso corpo não é um brinquedo em que se aperta no botão para ficar magro ou sarado da noite para o dia. É preciso ter dedicação para mantê-lo saudável. Isso faz um bem generalizado, inclusive para a autoestima.

Então, que tal começar a cuidar do bem-estar? Entendo que nem todo mundo é fã de academia. Porém, existem vários tipos de atividades físicas que promovem um prazer imensurável e qualidade de vida. Não deixe que as doenças te mostrem o valor da saúde. Previna-se. Ame-se.

Brenna Amâncio é jornalista.
E-mail: brenna.amancio@gmail.com

 

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