O Acre não seria o mesmo – Jornal A Gazeta

O Acre não seria o mesmo

Movimentos sociais diversos, com o apoio o Governo do Estado, promovem ao longo desta semana, vários eventos para lembrar os 29 anos do assassinato brutal e covarde do líder sindical e ambientalista Chico Mendes, ocorrido em Xapuri.
Como bem lembrou o governador Tião Viana, todo o avanço que acontece no Acre e mesmo no mundo na questão ambiental deve-se à mensagem e, sobretudo, à luta que Chico Mendes travou durante sua vida, ceifada por criminosos que desejavam o fim dos seringueiros, índios e, por conseguinte, da floresta.
Sem exageros, pode-se afirmar que, se não fora a resistência do líder sindical e seus companheiros, o Acre hoje seria uma imensa pastagem ou uma savana, com sua maior riqueza, a floresta, destruída a ferro e fogo.
Se o Estado possui ainda, atualmente, mais de 80% de sua floresta conservada e optou pelo desenvolvimento sustentável, explorando produtos regionais através de diversas cadeias produtivas, foi graças a essa resistência, que acabou depois sendo reconhecida no mundo inteiro por organismos internacionais.
Não se pode ignorar ou ser ingênuos que alguns segmentos políticos não reconhecem nada disso e, se tiverem oportunidade ou o poder, tentarão apagar essa memória e implantar a destruição da floresta e dos que nela habitam. Com certeza, porém, encontrarão a devida resistência dos que lutaram ao lado de Chico Mendes.

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