O homem salvador

Postado em 04/01/2017 23:01:34 VICTOR AUGUSTO

Este singelo operário do amor acorda todas as manhãs e confere suas redes sociais. Ele constata que o mundo está precisando sair das telas e ir para as ruas reaprender a boa e velha arte da conquista. Aquela de mandar flores, bombons e cartões convidando para sair.

Essa nova versão do mundo desaprendeu as práticas básicas da multiplicação do amor. Só sabem recorrer ao bom coito e acabou. Se souber fazer o negócio direito, até se tem um repeteco, mas sem nenhum sentimento. Sentimento anda aflorado e ninguém se entende.

Na minha mais simples e grosseira visão, as pessoas estão ficando diabéticas amorosamente, devido a tanto “cu doce” de ambos os lados. A quem diga que as maiores responsáveis são nossas costelas da criação, que soltam lenços ao vento e, quando colhidos por um cabron, vestem suas armaduras para criar certa resistência.

Por sua vez, os cabras não demonstram muito interesse em pegar gritos ou ameaças de uma batida de pé mais firme. Pra que insistir na mesma fase, se o password para a próxima é melhor?! Temos uma legião de donzelas querendo um cavaleiro de armaduras a seu modo e do outro lado os falsos Don Juan.
Meninas, não sejam tão exigentes. Tenham critérios. Às vezes, vocês perdem oportunidades de pessoas bacanas pra ficar com um dedo podre. Aos rapazes, cabe um pouco mais de coragem e empenho para conquistar uma pessoa que vale a pena e não só o encontro da caverna do amor.

A arte da conquista envolve muito mais do que só a linha do horizonte, mas saber lidar com a conquista diária. Sejamos menos caramelo e mais algodão doce. Sejamos felizes!

editorial

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