O que sobrou para o Brasil?

Postado em 19/09/2016 23:26:36

A Olimpíada e a Paralimpíada Rio 2016 chegaram ao fim. Foram cerca de dois meses (de chegada de delegações, competições e preparação) vivendo o que o esporte pode nos proporcionar no mais alto nível. “A festa acabou, a luz apagou, e agora José?”. O que restou para nós, brasileiros? É inegável: assim como na Copa do Mundo de 2014, contradizemos o mundo e fizemos bonito. Da organização ao espírito olímpico, não deixamos a desejar. Mas será que estamos prontos para o que vem por aí?

Cidade-sede, o Rio recebeu praticamente todas as modalidades em disputa (exceto o futebol que contou com “apoio” de outras capitais, como Belo Horizonte, São Paulo, Salvador e Manaus). A estrutura permanente do Parque Olímpico e de outras instalações construídas na capital carioca, porém, são legados nacionais. São para atletas do Rio, de São Paulo, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul, do Acre e de todos os estados.

A pergunta é: como fazer isso funcionar? Eis o grande desafio para os Comitês Olímpico e Paralímpico Brasileiro. Na Olimpíada, batemos recordes, mas não atingimos a marca do COB – ficar entre os 10 melhores países. Na Paralimpíada, alcançamos um número alto de medalhas (72), mas perdemos posições para países europeus que também cresceram com a ausência completa da delegação da Rússia – suspensa após polêmicas com doping.

Os resultados, claro, não vão aparecer agora. Temos em mãos instalações de primeiro mundo. O Brasil segue o clubismo, diferente de potências olímpicas, como Estados Unidos e China, onde o esporte é incentivado nas escolas, em conjunto com a educação. Nossos atletas são formados em clubes. Há exceções, mas são poucas. A gestão pública do Rio precisa encontrar um jeito para que as estruturas sejam usadas (e bem usadas).

Para nós, fica o dever de cobrar. O legado do Brasil é ter várias sementes para poder crescer no esporte de alto nível. O legado da imprensa e da população é cobrar para que isso não vire discurso político. Nossa geração não verá, em nosso país, algo igual pelo menos nos próximos 50 anos (ou mais). Um novo ciclo se inicia (2020 está bem aí), a década de ouro do Brasil está perto do fim (teve Copa das Confederações, teve Copa do Mundo, teve Olimpíada, teve Paralimpíada e ainda vai ter Copa América), mas que esse fim seja o início de grandes mudanças no nosso esporte.

João Paulo Maia é jornalista.
joao.maia.rodrigues@gmail.com
Twitter: @jpmaiaa

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