O tempo e a nova política – Jornal A Gazeta

O tempo e a nova política

Inicio convidando a todos para se despirem do tempo que passou e se vestirem com a postura de uma nova política. Não é novidade alguns pensamentos que marcaram e adornaram a história com conceitos altamente filosóficos e que nos levam a importantes reflexões, mas que, as vezes, pouco colocamos em prática, quando se trata do entendimento a respeito da política e sua prática.

O ano que passou inevitavelmente marcou a história, será visto, por todos nós brasileiros, de forma diferente, de acordo com a concepção ou verdade de cada um, como o ano da mudança, da destemperança, da negação e judicialização da política, do abuso ou da busca. As contradições se fazem e reafirmam na idéia geral de que a política é a ciência da liberdade, como definem alguns filósofos. Por isso, é permitida das mais simples às mais absurdas contradições.

Esta idéia pode explicar tudo o que vivemos, mas não justificar muitas das atitudes que vimos ou que tomamos. Crises de todas as ordens foram criadas pela política. Como consequência, fragilizaram todos: os políticos, a política e principalmente o país.

Em recente discurso, Obama, atual presidente dos EUA, dizia que a democracia necessita dos princípios básicos da solidariedade. É nesta afirmação, que parece simplista, que me inspiro para lembrar a todos que teremos um novo ano de bons resultados, se fizermos a nova política fundamentada, essencialmente, na frase em questão.

Nossas esperanças devem ser renovadas e nossas ações devem ser repensadas, pelo bem do país e do futuro que todos, ansiosamente, aguardamos. No mesmo discurso, ele ainda nos diz: “as leis não são suficientes”. Reafirmo a sua ideia porque nenhuma regra gerará resultados se o coração não mudar para mudarmos as nossas práticas e surgir assim uma nova consciência. Não é esta uma receita para o novo ano da política, mas uma nova forma ver a realidade na atual conjuntura política.

É importante entender que a democracia estará constantemente ameaçada, se acreditarmos na sua consolidação, pois ela será sempre objeto de mudança. Isto conforme o amadurecimento da consciência, por isto estar em alerta para as práticas que tomamos é ser prudente e evita as crises políticas.

Creio que em 2017, teremos, apesar das dificuldades, um ano de aprendizado. Vamos apostar nesta possibilidade, fazendo diferente somando forças pelo bem de todos.

O papa Francisco, tem deixado excelentes reflexões a cerca do momento que vivemos: “o grande risco do mundo atual é a tristeza individualista”. Devemos, portanto, sermos saudáveis experimentando uma boa coletividade. Ele ainda nos diz: “tenham coragem. Não tenham medo de sonhar coisas grandes”.

Uma boa orientação para os políticos e para a política, mas a conduta deve seguir aos princípios básicos da solidariedade para que tenhamos um novo tempo com uma boa política, pois precisamos vencer os males gerados pelas crises sem o cego pensamento de vingança contra quem os praticou. Assim, 2017 será diferente e os bons políticos tomarão conta da política.

Raimundo Angelim é deputado federal (PT-AC)
Facebook: www.facebook.com/angelim.acre
Email: dep.angelim@camara.leg.br

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