Os fortes também têm limites – Jornal A Gazeta

Os fortes também têm limites

E lá vem outro aumento no preço do combustível. A cada nova notícia dessas, eu sinto o bolso pesar como se fosse um ímã puxando para baixo. Se duvidar, vai puxar é com força e eu vou é ficar lá pelo chão mesmo, bem quietinha. Talvez assim eu não precise mais gastar com gasolina, comida, energia e todas as coisas que têm sofrido reajuste no valor recentemente.

A Petrobras anunciou que a partir desta terça-feira, 1º, vai elevar os preços do diesel em 1,7 por cento e os da gasolina em 0,8 por cento em suas refinarias.

A justificativa é de que a Petrobras agora adota uma política para os preços dos combustíveis, que prevê reajustes até diários para evitar que a companhia perca participação no mercado.

E isso aí, caros leitores, não tem nada a ver com a medida do Governo Federal de elevar a alíquota do PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis. Ou seja, é o aumento sobre o aumento.

Parafraseando o fotojornalista Diego Gurgel, os materiais mais resistentes do universo são: adamantium, vibranium e o brasileiro. Seria cômico se não fosse trágico.

E é de se esperar que esse aumento traga muitos outros. Os próprios empreendedores acreanos já começaram a reclamar. E como é que aceita algo assim? Já têm donos de restaurantes e lanchonetes dizendo que vão cobrar mais caro pela taxa de entrega.

Além disso, é questão de dias para o preço dos alimentos subir. É o efeito dominó.

Como se já não bastasse, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que durante todo este mês de agosto vai vigorar a bandeira tarifária de cor vermelha, patamar 1, ou seja, a mais cara.
Em conversa recente com um economista, ele me falou que as notícias ruins não vão parar por aí. Vem mais coisa. E isso é consequência de um cenário político também fragilizado.

Ele disse ainda que as pessoas parecem cansadas. Sentem o cerco se fechando, mas não lutam mais. Ainda que sejamos “assaltados” diariamente com juros elevados, impostos absurdos e que nos tirem até os direitos já conquistados, não enfrentamos mais.

As ruas estão vazias. Não há cartazes. Não há panelas. Não há reação. Há apenas um pato amarelo gigante e tosco na avenida.

Isso é reflexo de um povo cansado e desiludido. Precisamos de uma luz, de uma boa representação. Precisamos de gente honesta na liderança de um país que ainda sonha em voltar a prosperar.

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