Para sempre, vitoriosos – Jornal A Gazeta

Para sempre, vitoriosos

Em menos de vinte dias já fui surpreendida com a notícia da morte de três pessoas acometidas da mesma doença: o câncer. Todas elas moradoras de Rio Branco. Débora Rauane, de 4 anos de idade, Gabriel Piyko Furtado, de 4 anos, e a jovem Evelyn Oliveira, 22.
Essas três pessoas tiveram algo em comum em vida além da doença, a luta. Resistiram, não entregaram os pontos de maneira alguma e sempre acreditaram que venceriam aquela situação. Foram verdadeiros exemplos, anjos, guerreiros que sorriam, mesmo quando o corpo doía.
A mais recente morte foi a de Evelyn. Eu não a conhecia pessoalmente, mas conhecia a sua história. Menina linda, forte e determinada. Chegou a comemorar a doação da medula feita pelo irmão. Infelizmente, o câncer voltou e em poucos meses a doença se espalhou devastadoramente.

 

“Evelyn, Débora e Gabriel morreram, mas lutaram até o fim e suas histórias não serão esquecidas”

Os amigos dela contam que Evelyn era ativa nas redes sociais e que dizia sempre acreditar que venceria a doença. Ela não aparentava dúvidas, ainda que alguns dias fossem verdadeiras provas.
Débora e Gabriel, as crianças que emocionaram a internet, em pouco tempo de vida me ensinaram mais sobre o amor do que eu poderia imaginar. Com campanhas nas redes sociais, eles levantaram o debate sobre a doação de sangue e de medula. As famílias de ambos não fraquejaram em momento algum e sempre buscaram uma saída para aquela situação dando amor, proteção e carinho aos pequenos.
Mas, em um dia como esse ou outro qualquer, a dor teve fim. Um a um, eles partiram.
É muito ruim noticiar algo assim. Colocar-se no lugar da família e imaginar o sofrimento de anos de luta e o fim com um adeus me emociona.
Atualmente, existem mais de 200 tipos de câncer diagnosticados. Pode-se desenvolver a doença em qualquer órgão do corpo. Alguns são mais agressivos que os outros, mas todos podem ter uma chance de cura com um simples ato: a prevenção.
A importância de um diagnóstico precoce é notória. Ter os exames em dia é uma necessidade e não é preciso estar à em um leito de hospital para a ficha cair.
Evelyn, Débora e Gabriel morreram, mas lutaram até o fim e suas histórias não serão esquecidas. Eles foram vitoriosos.
Torço para quem chegue o dia em que essa doença impiedosa e dolorosa seja superada e que surja uma cura, assim como apareceu para tantas outras doenças dos séculos passados.

Assuntos desta notícia