Política Nacional 01/09/2017 – Jornal A Gazeta

Política Nacional 01/09/2017

“Não cabe a transferência definitiva”

Juiz Sérgio Moro se negando a transferir Eduardo Cunha para presídio de Brasília

Deputados reclamam por terem de trabalhar
Habituados a trabalhar às terças e quartas e “vazarem” às quintas de manhã cedo, deputados estão inconformados com mudanças, após esta coluna revelar o esquema. O painel de presença era aberto às 6h da matina, a fim de que eles pegassem o primeiro voo. Era como se tivessem trabalhado o dia todo. Por decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o painel passou a ser aferido somente às 14h, na quinta.

Olha o que dizem
Assis do Couto (PDT-PR) foi porta-voz da irritação dos deputados. Diz que viaja no voo das 10h de quinta para “poupar dinheiro público”.

Mas é só lorota
A alegação do deputado não procede. Pesagens de quinta de manhã custam 50% a mais que as noturnas. E o dobro de sexta-feira.

Olha os preços
Passagem Brasília-Curitiba às 9h55 desta quinta custava R$1.199. Outro voo, às 19h e sem escalas, saía por R$ 814.

Todo fim de semana
As justificativas são basicamente a mesma: deputados dizem que viajam quinta pela manhã porque têm reuniões em seus estados. Anrã.

Brasil perde R$160 milhões com máfia do etanol
A máfia dos importadores de etanol podre, à base de milho, aproveita o atraso da Câmara de Comércio Exterior (Camex) na publicação da própria resolução, aprovada há 9 dias, para importar quase meio bilhão de litros de álcool sem pagar impostos. A resolução fixou tarifa de 20% a partir dos 600 milhões de litros importados, mas a Camex se finge de morta, não publica sua decisão e permite que a máfia importe o produto e provoque prejuízos ao Brasil estimados em mais de R$160 milhões.

Na bacia das almas
Importando etanol podre, com o Nordeste iniciando sua produção neste dia 1º, a máfia objetiva sufocar a concorrência e comprar suas usinas.

Investigação
Produtores vão pedir à Polícia Federal e ao MPF para investigar a relação da máfia de importadores com a Camex, e o rombo na Receita.

Fato consumado
A suspeita é que navios de etanol podre já estão a caminho do Brasil, mesmo sem autorização de importação, para criar o “fato consumado”.

Siameses
A quebra de sigilo de Lúcio Funaro na CPI dos Correios, em 2005, mostrou que ele pagava o apartamento de Eduardo Cunha no flat Blue Tree Tower, em Brasília, incluindo aluguel e “despesas extras”.

Golpe na educação
Só no Distrito Federal, mais de 2.000 professores estão fora da sala de aula, segundo dados citados pelo ministro Walton Rodrigues no plenário do Tribunal de Contas da União. Ganham gratificação “pó de giz” de 40% para dar aulas, mas estão cedidos a outros órgãos.

PT e PSDB, tudo a ver
Levantamento do Paraná Pesquisas constatou que tucanos e petistas são mais parecidos que imaginam: 66,3% dos eleitores disseram acreditar que o PSDB ficou igual ao PT, desde o início da Lava Jato.

A fila anda
Deixou Geraldo Alckmin enciumado a viagem de João Dória a Campina Grande (PB), para receber homenagem e fazer palestra. O governador fez inesperada declaração assumindo a candidatura presidencial.

Posse pela manhã
A posse de Raquel Dodge na procuradoria-geral da República será na manhã do dia 18, porque o presidente Michel Temer viajará nesse dia a Nova York: vai discursar na abertura da assembleia geral da ONU.

Ladeira… acima?
A queda do desemprego para 12,8% (14,2 milhões de desempregados para 13,3 milhões) quase virou notícia negativa, em veículos de comunicação “Fora Temer”. E ainda é a quarta queda seguida.

Vexame, Itamaraty
É constrangedora a explicação do Itamaraty para permitir que o Brasil seja representado no exterior por um diplomata, Américo Fontenelle, que respondeu duas vezes por assédio: “Ele já pagou sua pena”.

Clube se protege
O serpentário diz que há no Itamaraty um “clube de embaixadores”, beneficiando uns aos outros. Isso explica Fontenelle cônsul em Ciudad del Este. Como dizem os argentinos, “entre bueyes no hay cornadas”.

Pensando bem…
…bons eram os tempos em que a “crise” podia viajar.

PODER SEM PUDOR
O quase ministro
Durante anos o paulista Castilho Cabral acreditou que quase foi ministro de Jânio Quadros. Tudo por causa de um telefonema nos dias em que o presidente eleito se encontrava em Paris: “Monsieur Castilhô… Monsieur Quadrôs…”, anunciou o telefonista. A voz de Jânio apareceria em seguida:
– Castilho, meu bem! Preciso de você no ministério, mas quero uma resposta agora…
Subitamente um ruído cortou a conversa, naqueles tempos sem DDD.
– Monsieur Castilhô, São Paulô… – insistia o tal telefonista, entre chiados.
Era tudo uma brincadeira de dois amigos, Otto Lara Rezende (o “telefonista” parisiense) e José Aparecido de Oliveira, imitando Jânio.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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