Política Nacional 04/01/2017 – Jornal A Gazeta

Política Nacional 04/01/2017

“Menos da metade tinha ligação”

Ministro Alexandre de Moraes (Justiça) negando que massacre foi briga entre facções

Só dois líderes apresentam mais de um projeto/mês
Dos 20 líderes de partidos, blocos parlamentares ou representantes de partidos na Câmara dos Deputados, apenas dois apresentaram mais de um projeto de Lei por mês, em média em 2016. Wéverton Rocha (PDT) e Rogério Rosso (PSD) apresentaram 21 e 13 propostas durante o ano, respectivamente. Evandro Gussi (PV) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), passaram em branco sem qualquer proposta.

Na média
Pauderney Avelino (DEM-AM), Antônio Imbassahy (PSDB-BA) e Baleia Rossi (PMDB-SP) apresentaram apenas um projeto de Lei em 2016.

Oposição
Afonso Florence (PT-BA) e Alessandro Molon (Rede-RJ) tiveram apenas duas ideias em 2016. Ivan Valente (Psol-SP) apresentou três.

Menos mal
Os deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Nivaldo Albuquerque (PRP-AL) dividem o terceiro lugar com apenas oito projetos no ano inteiro.

Rolandos leros
Grande parte dos deputados que disputam os holofotes das câmeras está entre os parlamentares com o menor número de projetos no ano.

Há dezenas de operações policiais pendentes
Operações policiais no âmbito da Justiça Federal serão retomadas com força este ano. Fontes ligadas a órgãos investigativos afirmam que dezenas de operações foram autorizadas no fim de 2016, antes do recesso. A maior parte das operações pendentes seriam fases de investigações em curso, como a Lava Jato, que apura a gatunagem na Petrobras nos governos do PT, e a Zelotes (fraude bilionária no Carf), mas há também a Janus e a Calicute, que prendeu Sérgio Cabral.

Planejamento
As operações ordenadas pela Justiça não foram realizadas porque demandam planejamento e recursos, e não por falta de tempo.

Complexidade
Várias operações da PF são realizadas com policiais deslocados de outros estados, o que as torna ainda mais complexas e onerosas.

Incansáveis
A PF realizou 516 operações nos 253 dias úteis de 2015 (mais de duas por dia). Em 2014, início do auge da Lava Jato, foram 390.

Aliança promissora
O governo dará espaço ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A ideia é reforçar a aliança com os tucanos visando a aprovação da pauta econômica. O Planalto só não sabe onde alocar um aliado de Aécio.

Superação
O presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SD), acredita em uma reforma ministerial para que o governo supere o mal estar institucional devido a nomes citados em delações. “Haverá algumas demissões de ministros enrolados, mas vamos superar”, diz.

O povo paga
O Senado pagou, de janeiro de 2015 a dezembro de 2016, R$ 629,4 mil com “serviços de segurança privada” para suas excelências – sem contar os gastos com “policiais” legislativos, que ganham até R$ 25 mil.

Candidato holofote
O PT deve apoiar André Figueiredo (PDT-CE), aquele que fingiu romper com o governo Dilma para virar ministro, para presidente da Câmara. “Os golpistas agora se golpeiam”, diz Afonso Florence (PT-BA), em referência à candidatura à reeleição de Rodrigo Maia.

Só obedece
Agnelo Queiroz continua sem prestígio no PT. Cedido à Fiocruz, o ex-governador do DF não conseguiu cargo de chefia no órgão comandado pelo partido. Quem manda no escritório em Brasília é Gerson Pena.

Presente do PT
O PT reclama que o salário mínimo não teve aumento acima da inflação, mas esquece que o salário do brasileiro caiu 3,7% em 2015, com a crise econômica e aceleração da inflação. Presentinho de Dilma.

Arrecadação saudável
O governo do Rio de Janeiro, na véspera do Réveillon, decidiu elevar a carga tributária do setor tabagista, que saltou de 27% para 29% para aumentar a arrecadação. A medida passou a valer nesta semana.

Perdeu, analfabeto
Durou pouco a liberdade do traficante Bryan Bremer, que usou rebelião e massacre no presídio Anísio Jobim, em Manaus, para tentar fugir. Postou foto da ‘fulga’ no Facebook e foi capturado em menos de 48h.

Pensando bem…
… o ano começou cheio de expectativa, mas de novidade mesmo, só o terremoto no Piauí.

PODER SEM PUDOR
Olha o nível de Bush Filho
Na visita do presidente Fernando Collor a Washington, em 1990, George Bush ofereceu um jantar em sua homenagem e convidou vários políticos, como a prefeita de Houston, Kathryn Whitmirel, que era de oposição, eleita quatro vezes consecutivas para o cargo. Político fino, Bush tenta atraí-la para seu projeto de reeleição. De repente, alguém descontrolado falava alto, chamando atenção. O embaixador Marcos Coimbra, que assistiu à cena, logo o reconheceu: era George W. Bush, o filho. Nervoso e certamente alcoolizado, ele vociferava:
– Ela não votou em papai! O que está fazendo aqui?
Com André Brito, Gabriel Garcia e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

Assuntos desta notícia