Política Nacional 13/04/2017

Postado em 12/04/2017 23:47:04

“O pessoal dele estava com a goela muito aberta”

Emílio Odebrecht contando a conversa que teve com Lula sobre pedidos de propina

Lula nega ser ladrão, mas não processa delatores
A cada denúncia sobre seu papel protagonista no maior escândalo de corrupção da História, o ex-presidente Lula nega ser o ladrão que as delações revelam, reclama de “perseguição” e “vazamentos seletivos”, chama os delatores de “mentirosos”etc, mas nem sequer ameaça processá-los. Marcelo Odebrecht, o mais devastador dos delatores, revelou vários pagamentos de propina a Lula, o “Amigo” da Odebrecht.

Melhor não provocar
A força-tarefa crê que Lula e Dilma não processam Marcelo Odebrecht, por exemplo, porque o empresário guarda ainda de muitos segredos.

Calúnia não deve ser
Se mentisse ao confessar pagamentos de propina a Lula, Marcelo Odebrecht estaria sujeito a processo por crime de calúnia.

Detalhes sórdidos
A cada depoimento, a Justiça conhece os detalhes mais sórdidos da relação promíscua de Lula e Dilmacom a Odebrecht.

Ela também não
Dilma se diz vítima daqueles que, para se livrar de prisão, “inventam fatos” tentando envolvê-la no caso. Mas não processa os delatores.

Lista de Fachin revela os ‘santos do pau oco’
Não há na Lista Fachin nenhuma grande surpresa, mas da relação de investigados estão políticos que sempre fizeram pose de vestais, comportando-se como freirinhas inocentes no meio de um “bordel chamado Congresso”. Entre os “santos do pau coco” estão a ex-deputada Manuel D’Ávila (PCdoB) e a não menos auto-canonizada deputada Maria do Rosário (PT-RS), ambas na folha da Odebrecht.

‘Ela’, a Grazziotin
Vanessa Grazziotin (AM) levou R$1,5 milhão. Seu codinome, “Ela”, porque era a única mulher do PCdoB a negociar propina na Odebrecht.

Olha o paladino
Carlos Zarattini, líder do PT, é acusado de ajudar a Odebrecht a venderum shopping por R$800 milhões ao fundo Previ (Banco do Brasil).

O ‘indignado’
A Odebrecht diz que Aloysio Nunes (PSDB-SP) pediu e levou R$500 mil no caixa 2. Ele ameaçou processar a coluna, que avançou a notícia.

Tempo de serviço
O ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar confessou à Justiça pagamentos de R$ 150 mil para a deputada petista Maria do Rosário. Contou que ela se relaciona com a empreiteira desde 2008.

Conversa mole
Tanto Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, quanto Alexandrino Alencar, ex-executivo do grupo, destacaram o “potencial” de Vanessa Grazziotin e Maria do Rosário para justificar a propina.

Promessa é dívida
Ao delatar o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho revelou que havia “taxa de sucesso” da corrupção. Entregado o que prometia, o político comprado levava mais.

Não foi lista, foi malandragem
Ao contrário do divulgado “analistas” e “especialistas”, o Congresso não ficou às moscas em consequência da Lista Fachin. É que deputados e senadores, como sempre, decidiram vazar para antecipar o “feriadão”.

Trabalhar para quê?
O feriadão iminente e aressaca da Lista Fachinesvaziaram a reunião da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas no Congresso. Dos 387 membros, apenas dez parlamentares apareceram.

Lista pesada
Os arquivos digitalizados da Lista de Fachin contêm cópias dos documentos que fundamentam as ações e também os vídeos dos depoimentos. São 190 Gigabytes de inquéritos e 120 Gbde petições.

Situação constrangedora
Paulo Medina foi afastado do Superior Tribunal de Justiça, acusado de corrupção, quando presidiaa Associação dos Magistrados. Agora, outra entidade, a dos Juízes Federais (Ajufe), tem um ex-presidente na Lista deFachin: Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão.

Emenda no trabalho
A Reforma Trabalhista, cujo relatório foi lido nesta quarta-feira (12), ganhou 850 emendas ao projeto original. Apenas oito foram retiradas pelos autores. É o projeto mais emendadode todos os tempos.

Pensando bem…
…só respirou aliviado ontem o ex-presidente Lula, que pela primeira vez não está na lista. Por enquanto.

PODER SEM PUDOR
Impaciência e senso de humor
Certa vez, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Benedito de Lyra (PP-AL) lia seu parecer sobre reforma administrativa quando, impaciente, o sergipano Antonio Carlos Valadares (PSB) pediu pressa. Lyra empacou, não conseguia passar as páginas. Não teve dúvidas: enfiou o dedo no copo de água à sua frente. Valadares não se conteve:
– Pronto, agora leia só a última página!

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

editorial

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