Política Nacional 31/08/2017 – Jornal A Gazeta

Política Nacional 31/08/2017

“Já vivi graves crises, mas essa [das flores] é a mais ridícula”

Guiomar Mendes, advogada e mulher do ministro Gilmar Mendes, sobre acusação do MPF

TCU quer 450 mil professores de volta à sala de aula
Por iniciativa do ministro Walton Rodrigues, o Tribunal de Contas da União decidiu investigar e mapear professores de escola pública fora da sala de aula. Auditoria do TCU atesta que no ensino médio 70.000 professores estão nessa situação. No ensino básico é ainda pior: 380 mil têm gratificação de 40% para dar aulas, mas estão cedidos a outros órgãos. Cerca de meio milhão de professores devem ser obrigados a dar aulas. Ou terão de devolver a gratificação recebida ilegalmente.

Dinheiro no ralo
Por lei, 60% dos recursos do Fundeb são destinados exclusivamente para pagar professores do ensino básico que estão na sala de aula.

Sala de aula, nem pensar
“Dezenas de milhares de professores são remunerados com verbas federais, e servem em assembleias, câmaras e outros”, diz o ministro.

TC vai auditar
O TCU decidiu que caberá aos tribunais estaduais de Contas levantar o tamanho da burla à aplicação dos recursos do Fundeb.

Não pode mesmo
Para Walton, recursos criados em benefício das futuras gerações não podem ser desviados para custear professores fora da sala de aula.

Reforma política deve apenas proibir coligações
O governo Temer avalia que pode contar com o apoio de 280 a 285 dos 308 votos necessários para aprovar a proposta de emenda à Constituição da reforma política, que deve ser votada na próxima terça (5). Sem os votos necessários, o governo adiou a votação da PEC 282, que deve se limitar a temas consensuais, como o fim das coligações. O financiamento de campanha é o ponto que mais preocupa e divide.

PEC do PT no lixo
A outra PEC (nº 77) da reforma política, relatada por Vicente Cândido (PT-SP), não tem chance de ser aprovada.

Tucanos atrapalham
Na reforma política, o PSDB tem sido o maior adversário do governo na Câmara. Insiste no distritão e, claro, no fundão de R$3,6 bilhões.

Consenso
Apesar de reconhecer que não há clima na Câmara para aprovar o fundão eleitoral bilionário, os deputados não desistiram da ideia.

Suprema simplicidade
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, orgulha os cidadãos que sempre a encontram numa padaria no bairro do Lago Sul, em Brasília, comprando pão. Sem escolta ou seguranças.

Reforma necessária
Membros da Justiça Eleitoral fizeram chegar a líderes do Congresso um aviso: se eles não aprovarem mudanças nas regras eleitorais até 6 de outubro, a própria Justiça vai fazer isso, “legislando sobre o tema”.

General eleitoral
Xingado por Lula de “analfabeto político”, Jair Bolsonaro não polemiza para não levantar a bola para o petista. “Sou tudo que Lula não é. Ele não será cabo eleitoral, já é meu general eleitoral”, provoca.

Eles negam, mas…
Entidades de juízes do Trabalho negam a intenção de descumprir a lei da reforma trabalhista, mas… Nota sem assinatura de uma Anamatra2 avisa que “alguns pontos considerados inconstitucionais” (por quem?) serão “enfrentados de forma fundamentada” nos julgamentos. Ah, bom.

Redução expressiva
Apenas 8 dos 35 partidos sobreviverão, caso prevaleça a cláusula de barreiras. Só PMDB, PT, PSDB, PSB, PP, PR, DEM e PSD atingiriam a meta de eleger deputados em 9 estados e obter votação mínima.

Semelhanças
Após a ameaça do ex-deputado Eduardo Cunha de “apelar ao Papa” para seu habeas corpus ser julgado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi à CNBB pedir “interferência” do Vaticano no Brasil.

Franceses não viram nada
Houve espanto no Brasil com os gastos de R$100 mil em maquiagem, na presidência da França. Quase nada: os marqueteiros do PT dizem ter gasto R$2 milhões na vã tentativa de dar um trato na Dilma.

Grande ideia
Diego Garcia (PHS-PR) pediu organização da agenda dos trabalhos na Câmara e deu ótima ideia: “É preciso previsibilidade, mesmo que seja para trabalhar de segunda à sexta”, disse o deputado. Ninguém gostou.

Pergunta na cadeia
Em suas andanças pelo País, Lula planeja chegar no Paraná em sua caravana?

PODER SEM PUDOR
Eu nomeio, você paga
O falecido Humberto Lucena (PB) adorava nomear parentes, quando presidiu o Senado. Ao ser tachado de “a caneta mais rápida de Brasília”, chamou o repórter que o ironizara ameaçando processo:
– Nomear parentes só é pejorativo no Sul. No Nordeste, o povo até gosta.
O jornalista, nordestino de Pernambuco, perdeu a paciência. Puxou Lucena pelo braço e disse ao seu ouvido, firme, quase gritando:
– Nós dois sabemos que o sr. está mentindo, mas vou fingir que não ouvi.
Lucena não tocaria mais no assunto. Nem processaria o jornalista.

Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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