Política Nacional 31/12/2016

Postado em 30/12/2016 23:10:45

“Os Estados têm que criar regimes sustentáveis”

Henrique Meirelles (Fazenda) sobre como ilusões do passado não vão colar em 2017

2016, o ano que parecia se recusar a terminar
O ano de 2016 poderia ter sido marcado apenas pelo impeachment de Dilma Rousseff, o segundo no Brasil, pela surpresa de Donald Trump nos Estados Unidos ou até mesmo pelo Brexit, o referendo que selou a saída da Grã-Bretanha da União Européia. Mas 2016 leva o prêmio de ano mais longo do milênio. Crises políticas, depressão econômica e grandes tragédias… Afe, o ano parecia não acabar. Mas a tradicional premiação de 31 de dezembro, desta coluna, nada deixa por menos.

Prêmio Óleo de Peroba
Réu cinco vezes (por enquanto) por escândalos de corrupção que lhe podem render mais de um século de cadeia, Lula ganha o prêmio Óleo de Peroba ao afirmar que não existe brasileiro mais honesto que ele.

O roubo do século
Quando Ronald Biggs e comparsas assaltaram o trem pagador, no “roubo do século”, mal sabiam que era tudo brincadeira de criança. Não se conhecia a turma de Lula e Dilma, que, entre saques criminosos e prejuízos, golpearam a Petrobras em mais de R$ 61 bilhões.

Caveirão de lata
Vai para o ex-governador Sérgio Cabral, preso por chefiar o mais deslavado esquema de corrupção da história do Rio de Janeiro.

Troféu Doce Ilusão
Vai para Dilma e seus poucos apoiadores nas redes sociais, que ainda choram o impeachment derramado e proclamam o “golpe” que não houve contra um governo corrupto e incompetente.

Samambaia de plástico
O troféu é novamente de Marina Silva, que parecia oposição, mas subiu no muro, na questão do impeachment, e acabou murchando diante da opinião pública.

‘Que água tinha naquele copo?’
O prêmio é de Ciro Gomes, que em 2010 proclamava José Serra como “mais preparado que Dilma”, virou defensor da presidente cujo governo é hoje considerado o mais incompetente e corrupto da História.

Ouro de Tolo
A medalha é de Sérgio Cabral e ninguém tasca, que fez 264 farras no exterior com a mulher sem se dar conta de que logo entregaria os anéis, os dedos e os pulsos para as algemas da Policia Federal.

Fanfarrão 2016
Donald Trump, o bilionário campeão de sandices, que falou o que quis durante um ano e meio, e ainda assim foi eleito presidente dos EUA.

Prêmio Maria Antonieta
Vai para o aumento autoconcedido pelos vereadores de São Paulo e de várias outras cidades, de norte a sul de um Pais em crise, com 12 milhões de desempregados.

A investigação do século
A Operação Lava Jato superou a ação italiana Mãos Limpas como a mais impactante operação jurídica-policial anticorrupção da História. Vai até virar filme.

Perguntador do ano
O inglês Mehdi Hasan, da TV Al Jazeera, veio ao Brasil ensinar como se comportar numa entrevista com políticos. Diante de Dilma, ele fez a pergunta que se recusava a calar: no roubo bilionário na Petrobras, ela foi cúmplice ou incompetente?

Por muito pouco
O Petrolão rivaliza no ranking dos maiores e mais caros escândalos de corrupção do mundo com o ucraniano que “vendeu” o próprio País. Foi por pouco.

Nanico do ano
Gigante na produção do maior escândalo de corrupção da História, o PT encerra 2016 em 10º lugar entre os principais partidos brasileiros.

Já vai tarde
Dilma Rousseff e o ex-jogador Dunga dividem, com todos os méritos, o Prêmio “Já Vai Tarde”: saíram de suas funções sem deixar saudades.

Coroné Saruê de barro
O troféu foi conquistado, com mérito, pelo senador Renan Calheiros, que, réu em um processo e investigado em outros 12, reagiu com ameaças à Justiça, à polícia e aos procuradores.

Malandro carioca
A medalha vai para Rodrigo Maia (DEM): conseguiu ser eleito presidente da Câmara dos Deputados com apoio até do PT. E, depois de prometer que não tentaria, luta desesperadamente pela reeleição.

Trio tremendão
O trio de “T’s” que mais teve sucessos este ano é: Tite, Temer, Trump. Cada um surpreendeu em sua área e triunfou em suas batalhas. Bem diferente da dupla Dilma-Dunga, que só deu vexame.

PODER SEM PUDOR
Nobre malvadeza
Os senadores discutiam o projeto de recriação da Sudene, na Comissão de Desenvolvimento Regional, quando o tucano Tasso Jereissati (CE) passou a palavra “ao senador Antônio Carlos de Magalhães”. Explicou que a preposição foi usada, no passado, para designar nobres, “e não há político mais nobre que ACM”. O velho babalaô falou e depois provocou risadas:
– Agora devolvo a palavra ao senador Tasso de Jereissati…
Com André Brito, Gabriel Garcia e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

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