Rafaela Escalante fala sobre desafios de assumir a presidência do Plácido – Jornal A Gazeta

Rafaela Escalante fala sobre desafios de assumir a presidência do Plácido

A coluna Golaço deste domingo, 4, bate um papo com Rafaela Escalante, presidente do Plácido de Castro. De sorriso fácil e voz serena, a então torcedora chamou atenção de todos quando assumiu a presidência do clube, em 2016. O colunista que vos escreve estava à beira do campo naquela temporada, auxiliando na transmissão do Campeonato Acreano pela TV Gazeta, e não era difícil ouvir a famigerada pergunta: será que vai dar certo? Deu! E os frutos da gestão lúcida da jovem de 27 anos começam a ser colhidos: a vaga na Série D deste ano e a liberação do estádio Aluízio Ferreira (Ferreirão) para partidas do clube no estadual; uma conquista histórica para os placidianos.

COLUNA GOLAÇO: O que levou Rafaela assumir a gestão do Plácido de Castro?
RAFAELA: Era torcedora fanática, presidente da torcida organizada. Sempre estava ali no meio, torcendo, acreditando no time. Em certo momento surgiu a possibilidade de me tornar vice-presidente do clube, para responder assuntos do time em Rio Branco, como por exemplo, reuniões na federação. Logo depois, deu um problema com o candidato a presidente e me colocaram a disposição.

COLUNA GOLAÇO: Ao assumir o clube, qual foi o maior problema encontrado?
RAFAELA: Foram as dividas e a desconfiança que todos tinham com o clube. O Plácido estava desacreditado, sem credibilidade.

COLUNA GOLAÇO: Hoje, esse problema está solucionado?
RAFAELA: Boa parte sim. Reconquistei a confiança do clube e pretendo fazer muito mais, isto é, melhorar a estrutura, buscar estabilidade financeira, trazer títulos ao clube.

COLUNA GOLAÇO: Em uma palavra, o que seria necessário para tornar o Campeonato Acreano interessante tanto para os clubes como para os torcedores?
RAFAELA: Marketing. É necessário melhorar a divulgação, pensar em algo para trazer o torcedor para os jogos.

COLUNA GOLAÇO: Sabemos que as dificuldades para manter um clube de futebol no nosso estado são inúmeras. O que tem sido feito pela gestão do Tigre do Abunã para driblar os obstáculos?
RAFAELA: No último domingo, por exemplo, fizemos nossa estreia na cidade. Nunca jogamos uma partida oficial em Plácido de Castro. Agora, pretendemos trabalhar ainda mais para conseguir renda nos jogos e fazer caixa.

COLUNA GOLAÇO: O que significa para o Plácido de Castro poder jogar no seu estádio?
RAFAELA: Significa muito. A cidade merece. No jogo de domingo todos estavam felizes e nao veem a hora do próximo jogo contra o Galvez.

COLUNA GOLAÇO: Qual a probabilidade do torcedor placidiano acompanhar os jogos do clube na Série D no estádio Ferreirão?
RAFAELA: Estamos trabalhando para isso. Também depende muito do regulamento; se exigir quantidade de público maior que o nosso, infelizmente, não será possível jogar lá

COLUNA GOLAÇO: Quando o ciclo à frente do Plácido de Castro chegar ao fim, como você deseja ser lembrada pelos torcedores?
RAFAELA: Acho que já entrei para história do clube. Estou fazendo um bom trabalho e muitos reconhecem; fico feliz por isso, e espero ajudar ainda mais.

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