Retrospectiva – Jornal A Gazeta

Retrospectiva

O que ninguém que 2016 foi um ano parado. Muito pelo contrário! Em todos os setores, no Brasil, no Acre e no meu mundo em particular, muita coisa aconteceu. Diversas delas ao mesmo tempo. Umas boas outras nem tanto.

O ano começou de maneira trágica, em janeiro, um atentado terrorista ao jornal satírico “Charlie Hebdo” matou 12 pessoas e feriu outras cinco. Dois irmãos entraram na redação e abriram fogo. O ataque foi em represália a charges ironizando o profeta Maomé.

No Brasil, a presidente eleita Dilma Rousseff foi empossada em meio às denúncias da Operação Lava Jato. Em março tem início uma onda de manifestações por todo país contra a administração da presidente Dilma e pelo combate à corrupção.

Ainda sobre a maior e mais temida operação, nunca antes da história deste país, tantos personagens investigados fizeram delação premiada. Tiveram que deixar o poder, Eduardo Cunha e Dilma Rousseff. Renan Calheiros será o próximo, basta que ele deixe de ser abusado e o STF aja com autoridade.

Mas, 2016 foi o ano das tragédias climáticas. O rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco criou uma grande onda de lama e deixou um rastro de destruição e mortos no município de Mariana (MG). Para alguns especialistas, a tragédia causou não só a poluição e sim a morte do Rio Doce, assim como a morte de espécies da fauna e da flora locais.

No Acre, o ano de 2016 foi atípico. Não tivemos enchente do Rio Acre, mas também com ele enfrentamos a pior seca dos últimos tempos. Cenário desolador tanto na capital como no interior.

O abrigo de imigrantes que acolhia, principalmente, haitianos que chegavam ao Brasil pela fronteira acreana, foi fechado. O local chegou a abrigar 1.200 pessoas. O Leonardo de Caprio finalmente ganhou o Oscar e vários casais se separaram. Mortes, esquartejamentos, decapitações, rebeliões, graves acidentes de trânsito. Esse foi o ano.

2016 foi o ano das quedas de avião e suas dezenas de vítimas. 2016 foi o ano de grandes eventos no mundo dos esportes. No Brasil e no mundo. Mas, a lição mais bonita foi dada na Colômbia por seu povo que demonstrou ser solidário e acolhedor quando os brasileiros se sentiam órfãos de verdadeiros ídolos.
Vai 2016… termina logo, por favor.

E que 2017 seja generoso conosco!

Bruna Lopes é jornalista
jornalistabrunalopes@gmail.com

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