Sofrência passageira

Postado em 16/11/2016 23:32:44 VICTOR AUGUSTO

Vamos conversar e compartilhar nossas experiências? Então tá. Posso começar? Obrigado! Caso ache necessário me interromper para revelar algo semelhante, me diga.

Dia desses conversava com uma amiga sobre relacionamentos e ela questionava o porquê de eu estar só, já que eu era um cara bacana, divertido e tals. Minha resposta foi e é simples: “Mulher nunca está satisfeita e não sabe o que quer”. Como assim, perguntou ela. O exemplo mais prático é o guarda-roupa. Você já viu uma mulher abrir o seu e rapidamente saber o que vai usar? Não!

Uma mulher tem o seu guarda-roupa cheio de vestidos, bermudas, saias, sapatos e tudo mais. Mas, quais as duas expressões clássicas que se ouve? “Eu não tenho nada pra vestir” ou “já usei tudo”. Assim são as minhas investidas. Sou o isso e aquilo e como uma assinatura de bondade, todas elas dizem que vou encontrar alguém que me faça feliz. “Que sacanagem e que lesas”, disse ela.

Se comparar com hoje e o início de minhas tentativas, tiro de letra esses lenços brancos de despedida. Curto, aproveito e tiro o mesmo que elas me tiram, assim caminha-se na marcha do amor de temporada.

Quando comecei a arriscar investidas nas amizades, era um jovem inseguro. Tive a fase de não ir atrás por conta do status social, depois fiquei cheio de incertezas. Nesse tempo eu sabia que nunca conseguiria administrar mais de um relacionamento. Ledo engado. Em 2013, quando dei por mim, estava com quatro bocas diferentes.

Depois que meu velho se foi, me fechei em cópula e voltei aos poucos a me arriscar. Fui a um aniversário, de cara dei em cima da tia do aniversariante. Nós ficávamos até um tempo desses. Conheci uma amarela, uma morena e assim foi. Mas, nenhum fixo ou que me fizesse mudar o status da rede social.

“E você não quer ter ninguém ou prefere ficar só?”, questionou novamente. Claro que desejo ter alguém, mas enquanto essa pessoa não chega, vou curtindo o que aparece. Diferente do começo, não passo anos ou meses sofrendo por amor. Meia hora me basta e tô pronto pra outra. São só histórias para se colecionar. “Você deveria escrever essas aventuras amorosas, principalmente a das quatro ficantes”, sugeriu ela.

Melhor eu ficar com essas desventuras amorosas pra mim. Se eu começar a relatar meus foras, é arriscado os leitores me enviarem sacolões de tanta pena. A vida é assim, cheia de escolhas. Hora você escolhe e outras você é escolhido.

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