Transporte com segurança – Jornal A Gazeta

Transporte com segurança

Hoje dia 21/03/2015 é o Dia: Mundial Infância, Internacional da Síndrome de Down, Início do Outono no Hemisfério Sul, Início da Primavera no Hemisfério Norte, Mundial das Florestas e das Árvores, Mundial da Poesia, Mundial para Eliminação da Discriminação Racial, Entrada do Sol no Signo de Áries, Santa Santúcia, São Berilo, São Lupicínio, São Nicolau de Flue, Universal do Teatro, Mundial da Terra.

Com o crescente aumento da produção industrial, importação, exportação e, principalmente a do Agronegócio, o mercado de caminhões aquece no mesmo ritmo.No mesmo caminho, a passos largos e sofisticados, estão as quadrilhas especializadas em roubo de cargas e dos respectivos veículos muitas vezes acompanhados de violência e fatalidades.

O monitoramento da frota no Brasil começou em 1994, mas o custo alto impediu que muitos empresários da área aderissem, porque toda a transmissão era feita via satélite. A partir dos meados de 2003, quando o celular e a internet banda larga ficaram com os valores consideravelmente mais acessíveis é que o rastreamento tomou corpo e passou a ser utilizado em grande escala pela maioria dos transportadores, inclusive por particulares.

Em 1998, 1,2% da frota eram monitoradas enquanto que hoje está em torno de 20%. Em 2004, aproximadamente 12.500 caminhões foram roubados, em 2005 baixou para 11.600, mas os ladrões também rastrearam os locais onde o sinal de transmissão do monitoramento era falho e se equiparam com aparelhos que bloqueiam a comunicação de dados e com isso o número de roubos voltou a aumentar contabilizando em 2008 mais de 12.000 veículos roubados em todo território nacional.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) estuda a utilização de rastreamento de caminhões para controlar a duração das viagens por sugestão da Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento (Gristec), justamente para controlar a carga horária dos caminhoneiros através de dados coletados como rotas percorridas, paradas realizadas, duração das viagens, para, com isso, diminuir o risco de acidentes nas estradas, o que é recorrente nos dias de hoje.

O monitoramento via satélite, rádio ou celular (o meio mais barato) é tecnologicamente sofisticado, pois ele controla tudo o que acontece nos caminhões dotados desse recurso à longa distância. No painel do veículo é instalado um aparelho que capta os sinais do GPS que comanda os sensores embutidos nas portas, janelas, motor, tanques de combustível, pneus, cinto de segurança. Tudo é verificado em tempo real, se as portas estão fechadas, a velocidade, o nível de combustível com a consequente autonomia, se o cinto de segurança está afivelado, a localização exata do caminhão e inclusive o bloqueio do motor em caso de desvio de rota ou através da emergência acionada pelo condutor ou outro motivo que requeira que isso seja feito.

Os dados são enviados à base dos servidores e armazenados em uma caixa postal de computadores das empresas de segurança e acionam alarme se algo de anormal estiver ocorrendo. Com esses dados é possível controlar todos os movimentos do veículo rastreado, entrar em contato com o motorista e acionar dispositivos que cortam o combustível, acionam alarmes, travam as portas ou ligam a sirene, se for o caso. Em situação extrema, como roubo e sequestro, também acionam a polícia da região onde está acontecendo o evento.

A sofisticação dos bandidos também acompanha a evolução das empresas de segurança. Eles estão usando bloqueadores de sinais semelhantes aos usados em presídios e comitivas presidenciais. Eles bloqueiam os sinais impedindo que a central detecte alguma anormalidade. Simplesmente pára de emitir o sinal. Mas as empresas deram o troco. Investiram em aparelhos que detectam a aproximação de bloqueadores. Quando isso acontece, o veículo aciona uma sirene, diminui a velocidade dando tempo para o motorista encostar e corta o sistema de alimentação de combustível. Simultaneamente a empresa recebe as informações de que o rastreador desligou o veículo, a localização exata e aciona a polícia.

Esse investimento tem razão de ser. No Estado do Rio de Janeiro foi apurado aumento de 30% desse tipo de delito no primeiro trimestre de 2012 em comparação ao de 2011.

Mesmo assim, o assalto a carros fortes têm sido alvo dos bandidos de maneira bem diferente. Usam todos os artifícios cibernéticos mais a extrema violência com granadas e armas de grosso calibre onde destroem o veículo blindado possibilitando o acesso à carga de valores.

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