Travessia para pedestres – Jornal A Gazeta

Travessia para pedestres

No nosso português (faixa de segurança ou faixa de travessia para pedestres), no português europeu (passagem de peões ou passadeira), termo utilizado para as listras horizontais que determinam a área para a travessia de pedestres de ruas, avenidas e vias em geral.

Um dispositivo para segurança que existe há muito tempo, mas que tomou corpo e importância a pouco menos de dez anos. Mas vejam há quanto tempo deveríamos estar praticando a educação para esse tipo de sinalização. Os Beatles foram os precursores em fazer uma campanha educativa numa faixa de pedestre localizada na Rua Abbey Road na cidade de Londres-Inglaterra (anos 60/70).

No Brasil já existem algumas cidades como Vitória-ES, Porto Alegre-RS e Brasília-DF onde o pedestre pode sinalizar, onde não existir semáforo, mas existir a faixa de segurança, esticando o braço com a palma da mão aberta indicando o desejo de fazer a travessia na faixa, esperar os veículos pararem e atravessar. Esse sinal com o braço e a mão não é lei, mas respeita o código de trânsito em vigor.

A educação para o trânsito é fundamental porém, infelizmente o poder público não destina verba e muito menos equipe qualificada para essa tal educação.

A educação é importantíssima tanto voltada para o condutor quanto para o pedestre porque não se trata de respeitar as faixas do asfalto e sim respeitar quem está transitando por ela, ou seja, o pedestre, que por sua vez deve utilizá-la para efetuar a travessia.

A conscientização consiste em fazer com que o pedestre e condutor criem a cultura de que não há lugar inadequado e sim, que existe um local mais apropriado para se fazer a travessia que é a dita faixa pintada horizontalmente, no asfalto, na cor branca, em retângulos, especialmente para esse fim.

Em vários municípios do Brasil, está tornando lei e sendo obrigadas a ser adotada pelo órgão responsável pelo trânsito, a colocação de faixas de segurança elevada em frente às instituições de ensino público ou privado devidamente sinalizadas conforme o nosso Código em vigor, com prioridade aos estabelecimentos com maior circulação de menores de idade e idosos.

Numa grande metrópole como a cidade de São Paulo, é reconhecidamente difícil a mudança dos costumes que estão introjetadas na população em geral e também devido ao grande fluxo de veículos de passeio, de transporte coletivo e de grande porte dependendo do local e, principalmente, porque a educação para esse fim nunca foi efetivamente feita dando prioridade aos veículos automotores.

Em 2012/2013, a CET/SP (Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo) iniciou, timidamente, campanha para respeito à faixa para pedestres. Algumas iniciativas quase acabaram em acidentes, pois essa iniciativa deu-se sem nenhuma ou quase sem nenhuma divulgação midiática seja ela por panfletagem (proibida na cidade de São Paulo), pelos jornais, televisão, redes sociais, rádio ou qualquer veículo de comunicação.

Assim como as minirrotatórias implantadas da noite para o dia em bairros e em rotas do transporte coletivo onde os ônibus normais não conseguem contorná-las, pois não têm ângulo para isso e sem contar o desconhecimento da lei das rotatórias por parte dos paulistanos. Não satisfeitos, lançaram a campanha Trânsito mais Gentil para ver se amenizaria o desconforto causado pelas implantações sem as devidas adequações e educação. Na minha humilde opinião, onde algo é regido por uma Lei em vigor, não cabe gentileza salvo em ocasiões específicas ou excepcional (naturalmente que ela cabe em qualquer situação e local, gentileza é e será sempre gentileza).

Para que leis como a citada acima não caiam no esquecimento, que as campanhas sejam mais bem elaboradas com uma pitada de humor ou até mesmo com brincadeiras sarcásticas para provocar a percepção dos menos atentos. Estamos no 15º ano da faixa de segurança. Cá entre nós, sem muito que comemorar, ou melhor, sem nada a comemorar.

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