Tudo passa, até… – Jornal A Gazeta

Tudo passa, até…

Quem nunca viveu um momento difícil ao longo da vida? Falta de dinheiro, problemas familiares, conflitos no trabalho, um amor doente, um final de relacionamento, uma expectativa frustrada. Tudo isso é apenas uma fase que mais cedo ou mais tarde vai passar.

Às vezes não entendemos porque aquele amigo de infância mudou de comportamento, anda chato, meio agressivo, indiferente com todos. Já pensou que ele (a) pode estar passando por uma fase difícil da vida? Afinal, nem todo mundo gosta de sair por aí falando dos problemas pessoais.

Nesse momento é importante entender que a pessoa não é chata, apenas está chata. Por esse motivo, é importante recordar juntos tudo o que os dois viveram, a amizade, as risadas, os segredos e, sobretudo, como superaram as dificuldades juntos.

Cuidado para não tornar definitivo o que é passageiro. Não vale a pena arriscar uma vida inteira de história por alguns dias ruins, certo? Na maioria das vezes o silêncio é o melhor aliado. Todo amigo tem o direito de errar e explodir, de ser chato e também se desculpar. Então, deixe ele (a) descarregar um pouco.

Eu particularmente desfiz grandes amizades por bobagens. Transformei pequenos desentendimentos em grandes conflitos. Se me arrependo? Sim e não. Sim porque poderia ter sido mais madura e evitado de perder o amigo. Por outro lado, não me arrependo porque a perda me ensinou a dar valor aos amigos que ganhei. Hoje, sou bem mais “seletiva” e demoro a me relacionar com as pessoas. E como não se lembrar desses episódios com o Dia do Amigo?

Hoje, quando um amigo está passando por um momento turbulento eu simplesmente dou um tempo, sabe? Me afasto por uns dias, semanas e até meses. Isso mesmo. Tudo para não destruir os laços. Às vezes ele não quer ajuda, às vezes não há como ajudar, às vezes ele ofende e jura que foi apenas sinceridade.

A verdade é que o amigo leal sempre volta. Nada melhor do que a saudade para reaproximar as pessoas. Mas é preciso entender que as melhores companhias nem sempre são boas companhias, bem como aquele ditado “melhor sozinho do que mal acompanhando”.

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