Um mar de frustrações – Jornal A Gazeta

Um mar de frustrações

Palmeirenses, flamenguistas e atleticanos, não necessariamente nesta ordem, começaram 2017 com o peito estufado e cobertos de boas expectativas, afinal, a base do ano anterior foi mantida, os nomes escolhidos para compor os relativos elencos tinham nome e aparente qualidade. Não havia e não há problemas com salários, o caixa estava e continua bamburrado e por aí vai.
Quando a bola rolou, a auspiciosa expectativa foi pouco a pouco sendo reduzida ao passo que as competições foram se desenvolvendo. Na Libertadores o fracasso foi total. O Mengão não somou nenhum ponto fora de casa e se viu eliminado na fase de grupos da competição. Verdão e Galo foram um pouco mais longe (oitavas de final). Pecaram no salto alto e foram despachados por Barcelona de Guayaquil/COL e Jorge Wilstermann/BOL, respectivamente.
No Brasileirão, o desencanto de alviverdes, rubro-negros e alvinegros foi substanciado pela constante troca de técnicos: Palmeiras (Eduardo Baptista, Cuca e Alberto Valentim); Flamengo (Zé Ricardo e Reinaldo Rueda); Atlético Mineiro (Roger Machado, Rogério Micale e Oswaldo de Oliveira). O descarte desenfreado de comissões técnicas jogou para longe o planejamento, além de dificultar a busca das equipes pelo famigerado padrão de jogo.

Suspiro de esperança
O Palmeiras deixou seu torcedor entusiasmado no “sprint final” do Brasileirão quando diminuiu a distância em relação ao líder Corinthians para cinco pontos, restando ainda o confronto direto. Porém, diante dos problemas relatados acima, o time não teve fôlego para tomar a liderança do rival e conquistar o Decacampeonato. O Flamengo foi outro que despertou certa esperança na Nação com a chegada à final da Sul-Americana diante do Independiente/ARG. A característica de “arame liso”, ou seja, time ineficiente na hora H, enterrou qualquer possibilidade de fim de ano melhor. Apesar de todas as adversidades, tanto o clube paulista como o carioca estão na fase de grupos da Libertadores 2018. Uma maneira de dar a volta por cima. O Galo, por sua vez, nem isso conseguiu.

Acreano na Copa do Brasil 2018
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na sexta-feira, 15, os confrontos da primeira fase da Copa do Brasil 2018 na qual estão presentes Rio Branco e Atlético Acreano. Nesta fase, as disputas ocorrem em jogo único. O Estrelão, por estar melhor ranqueado, vai enfrentar a Inter de Limeira/SP, fora de casa, podendo classificar-se com um empate. O Atlético Acreano, diferente do rival doméstico, recebe o xará Atlético Mineiro na capital acreana. O Galo mineiro joga pelo empate.

Você sabia?
A briga entre Galo Carijó e Mineiro não é a primeira. Em 1992, também pela Copa do Brasil, os mineiros eliminaram os acreanos: 1×0 no José de Melo e 2×0 no Mineirão.

Del Nero
A FIFA demorou, mas o seu Comitê de Ética suspendeu Marco Polo Del Nero do cargo de presidente da CBF por 90 dias. O atual manda chuva do futebol brasileiro é acusado pelo FBI (Polícia Federal Americana), no famoso “caso Fifa”, de 2015, de receber 6,5 milhões de dólares em propina para beneficiar empresas de marketing esportivo. Na ocasião, o então presidente da CBF, José Maria Marin, foi preso horas antes do Congresso da Fifa, em Zurique, na Suíça. Aos poucos, nossos coronéis do esporte vão colhendo os frutos de anos de corrupção e desmandos.

Agora é oficial
O Palmeiras anunciou a contratação do goleiro Weverton, na sexta-feira, 15. O acreano, que estava no Atlético Paranaense desde 2012, fechou contrato de cinco temporadas com o time paulista. Boa sorte ao nosso conterrâneo!

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