Uma atitude – Jornal A Gazeta

Uma atitude

Alguns têm muitos pelos, outros pouco. Eles latem, miam, e eu juro que, às vezes, penso que vão até falar. São de cores diferentes, mas compartilham o gosto por carinho e o amor pela companhia dos humanos.
Há poucos dias, uma notícia chocou ao revelar que uma casa que vendia cães de raça na verdade praticava os piores atos contra os bichinhos. A apresentadora e ativista da causa animal, Luisa Mell, realizou o resgate de todos em São Paulo. O caso emocionou pela situação em que muitos dos cachorros foram encontrados.
Dias depois, Luisa realizou uma feira de adoção. Muitos compareceram, mas acabaram indo embora sem adotar nenhum ao ver que no local só haviam cães e gatos vira-latas. Essas pessoas só queria os animais de raça.
Foi como se os animais sem lar do Brasil tivessem levado outro golpe.
Hoje vejo uma Rio Branco melhor. Lembro que na infância era comum encontrar animais machucados na beira das estradas, outros passando fome e perambulando em péssimas condições. Contudo, desde que as Ongs da causa animal chegaram à Capital vejo que as coisas mudaram.
A atuação delas é importante. E não! Eles não têm obrigação de pegar todos os cães e gatos de rua, e nem levar o seu bichinho ao veterinário para você. É preciso que se entenda que são grupos de voluntários formados por pessoas como nós, sem recursos, sem um local apropriado para atuarem. Tudo o que conseguem é com doações de pessoas que também ajudam, mesmo que não na linha de frente.
Quem já teve a honra de ter um animalzinho em casa sabe da alegria que eles trazem. Eles dão mais pra gente do que nós para eles.
Mas, esses super-heróis não podem agir sozinhos. É impossível. Eles só podem ir até certo ponto. O Município precisa se envolver com a causa. Está na hora de Rio Branco tratar dos animais abandonados como questão de saúde pública.
A cidade seria mais limpa, saudável e feliz se houvesse uma clínica veterinária para esses animais e uma política de adoção e de castração para controlar a reprodução desenfreada de cães e gatos.
É isso o que espero dos nossos representantes e sei que essa causa é para quem tem sensibilidade e visão de futuro. A cidade precisa disso.

“Está na
hora de Rio Branco tratar dos animais
abandonados como questão de Saúde
Pública”

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