Uma boa surpresa de Natal

Postado em 20/12/2016 23:19:20 Tiago Martinello

Vivemos em um mundo tão cheio de coisas ruins que quando nos deparamos com uma atitude boa, nobre, desatrelada de segundos interesses, reacende a nossa esperança na humanidade.

Nesta semana, minha esposa (a jornalista mais linda e fofa do Acre, diga-se de passagem) e eu adotamos algumas cartinhas da Campanha Papai Noel dos Correios. Só tínhamos um dia de folga. Ou melhor: uma manhã. Precisávamos ser rápidos para achar os presentes certos, depois correr em um supermercado e comprar sacolões pra complementar o Natal de famílias carentes. Afinal de contas, todo mundo merece ter uma ceia natalina, mesmo que seja modesta.

Andamos pelo comércio da Rua Benjamin Constant, pela tradicional Galeria Meta, e pelas lojinhas e camelôs do Calçadão (um lugar que, diga-se de passagem, está cheio de opções de presentes e lembrancinhas em conta). Começamos pelos pedidos de brinquedos.

O pedido de um garotinho cuja mãe tem câncer e o pai estava à procura de emprego, era de um helicóptero. A procura foi grande pelo helicóptero, até que conseguimos achar um super descolado, parecido com do Exército. Na mesma ‘vendinha’, tinha também um skate legal, que seria o presente da irmã do garoto do helicóptero (na verdade, ela queria um patins, mas como não colocou o número que calça, então decidimos dar um skate, que é tão radical quanto).

Escolhidos os brinquedos, veio à hora crítica… para o bolso. Negociação de valores. Quem compra no Centro sabe que sempre tem que tentar pechinchar, pelo menos um pouquinho. Como tínhamos muitos presentes em vista para comprar, pechinchar não era uma escolha. Era uma necessidade. Só que naquela ‘vendinha’ não precisamos fazer esforço nenhum.

Assim que o comerciante viu que estávamos tentando comprar o brinquedo para doar no Papai Noel dos Correios, ele baixou logo o preço do skate e do helicóptero o máximo que pode. Disse que queria ajudar, e que para a campanha dos Correios ele sempre dava desconto.

O gesto foi muito nobre. Fiquei positivamente surpreso. Quero dizer, em ano de crise, complicado, no qual o mesmo vendedor, conversando, admitiu que o movimento no Calçadão estava meio fraco (as pessoas antes procuravam presentes no final de novembro, agora é só nas vésperas do Natal), alguém se dispõe a reduzir seus lucros para ajudar. Bravo!

É com este bom exemplo de solidariedade que eu encerro este texto. Presente melhor do que a solidariedade pura dos comerciantes no Calçadão eu e minha esposa não poderíamos ter recebido naquele dia.

*Artigo publicado originalmente no dia 21 de dezembro de 2015

Tiago Martinello é jornalista.

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