Vítimas

Postado em 07/11/2016 23:39:00 BRENNA AMÂNCIO

A experiência de ter suas coisas roubadas é desoladora. Não me refiro necessariamente à perda dos bens materiais, mas, sobretudo, ao sentimento de invasão, como se alguém tocasse a sua alma com mãos sujas de graxa.

Para que as coisas funcionem na sociedade existem regras. Quando crescemos, somos, na grande maioria, levados a escolher um emprego e trabalhar para nos sustentar. Contudo, algumas pessoas (muitas, matematicamente falando) optam pelo caminho mais curto, a vida fácil.

Invadir casas, bater carteira, apontar uma arma e tomar do outro coisas têm sido de onde muitos criminosos tiram o sustento. Há também aqueles que roubam dos cofres públicos, que desviam verbas, dentre outras formas de ilicitudes.

Particularmente falando sobre os crimes mais diretos, onde você fica cara a cara com o criminoso, o trauma é grande. Mas os brasileiros precisaram, sem muita opção, aprender a superar.

Somos ensinados a como nos comportar quando essa situação chegar a acontecer com a gente. Tive instruções quando eu ainda era adolescente na escola. Inclusive, nossos próprios pais advertiam. “Não reaja”, diziam eles. “Entregue o que você tem, pois sua vida vale mais”, indicavam.

Já perdi muito e praticamente todos que conheço já perderam também, de alguma forma. É quase uma certeza que em algum momento dessa vida seremos vítimas da criminalidade. Infelizmente.

A polícia tem feito um trabalho importante e evitado que o número de vítimas seja ainda maior do que é. Mas ela não pode sozinha com todo esse peso. O crime é forte e recruta mais pessoas todos os dias.

Rio Branco não é mais a mesma. Não consigo mais sentar na calçada para conversar com os amigos da rua sem sentir medo por estar tão exposta.
Muitos vão dizer que a culpa é dos governantes. Eu vejo isso como uma problemática social, algo bem maior do que podemos mensurar.

Não consigo imaginar algo mais poderoso do que a educação para mudar esse quadro, reduzir os índices de criminalidade. Mas, essa mudança não será de um dia para o outro. E quando olho em volta vejo o quanto ainda falta para atingirmos essa meta.

Até lá, sim, é preciso repressão. Bandido não pode ficar impune. Deve pagar pelos seus atos de acordo com a lei.

 

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